Um Minuto de Comercial

De vez em quando, as emissoras ficam tão sem assunto que colocam no ar qualquer coisa.
Seguem alguns exemplos: Entrevistas que eu concedi no lançamento dos meus livros, “Cinema Falado” (agora reeditado em conjunto com o livro bônus “25 Filmes Que Podem Arruinar A Sua Vida”), “Sinatra – O Homem e a Música” e “Fica Frio! Uma Breve História do Cool”.
A primeira foi dada no Programa do Jô Soares, em 04/05/2000, falando sobre “Cinema Falado”, quando descobri que o Jô gostava tanto de filmes ruins quanto eu.

https://www.youtube.com/watch?v=7xEvmvJLtPo

Amaury Jr. também conversou comigo sobre “Cinema Falado”, em 25/02/2000 – e sua produção fez um trabalho fantástico de pesquisa, indo procurar as cenas mencionadas no livro

Outra foi dada para a GloboNews, para a musa Maria Beltrão, em 26/05/2001, quando do lançamento da primeira edição de “Sinatra – O Homem e a Música”, gravada no Rio de Janeiro, na suíte presidencial do então Hotel Rio Palace, que hospedou o cantor em sua primeira viagem ao Brasil.

Aqui eu falo um pouco para Maria Beltrão sobre o show de Sinatra no Maracanã

Por fim, Ronnie Von, gentleman absoluto, me recebe em seu programa de 24/11/2008 para falar do livro “Fica Frio! Uma Breve História do Cool” e conta de seu encontro com Dean Martin e como isso mudou seu corte de cabelo.

Anúncios

Ponha Suas Opiniões No Seu Bolso: The Room, O Pior Filme Deste Século

Finalmente assisto aquele que alguns críticos consideram o pior filme de todos os tempos: The Room.

Eu, pessoalmente, não concordo, mas seguramente é o pior filme deste século – ainda que ele tenha apenas começado.
Para alguém como eu, que escreveu um livro chamado “25 Filmes Que Podem Arruinar A Sua Vida”, não ter visto a obra era uma lacuna imperdoável.

The Room, não disponível no Brasil, mas acessível através do DVD importado e dos torrents da vida, é um filme independente de 2003 produzido, dirigido, escrito e interpretado por Tommy Wiseau.
Ele conta a história dramática de um triângulo amoroso formado por Wiseau, Juliette Danielle (sua noiva) e Greg Sestero, seu melhor amigo.


O pôster do filme dizia que se tratava de uma obra “com a paixão de Tennessee Williams”. Espectadores mais atentos deveriam ter desconfiado que houvesse algo errado quando o nome do dramaturgo foi escrito como “Tennesee” no pôster.
Bem, por onde começar?
As virtudes do filme? Os peitinhos da atriz, explorados à exaustão, são ótimos. Lembram os seios das pornochanchadas brasileiras dos anos 1970/80. Por alguma razão de mercado, eles deixaram de ser produzidos.
E o texto nos lembra constantemente que ela é linda… Bem, ela é altamente comível, mas linda? Olha, comparada com deusas como Cleo Pires ou Letícia Spiller, ela está muito longe de justificar o número de elogios reiterados ao longo da película.
Mas “Uma mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade”, já dizia o mentor dos publicitários, Joseph Goebbels, cujo principal cliente era Adolf Hitler, então dá-lhe elogios para a moça (algo me diz que o cachê dela foi pago com menções à sua beleza…)


Ah, sim: É impossível esquecer os nomes dos personagens: Toda vez que eles se encontram, é obrigatório dizer seus nomes. Para espectadores com Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) é o filme ideal.



O resto… bem…
Quando um dos personagens é desafiado a mostrar sua bravura, seguem-se imitações de galinha.


Greg Sestero, que interpreta Mark, em determinado momento diz: “Leave your stupid comments in your pocket!” ou “Deixe seus comentários estúpidos no seu bolso”, criando uma expressão nunca antes usada em nenhuma língua. E que também nunca mais foi usada em nenhum lugar. Uma pena, a expressão tinha grandes chances de virar gíria. Não prometo, mas talvez eu comece a usá-la.


Os diálogos de Wiseau são impagáveis. O fato de ele pontuar tudo o que fala com risinhos de empatia é impagável.


Sua afeição pelo adolescente vizinho, que pode ou não ser retardado, é impagável. O fato de ele usar sempre a mesma roupa é impagável. O fato do garoto retardado (ou não) chamar o personagem de Tommy de …. Tommy, o nome do ator, é impagável. As cenas de angústia de Tommy, ao descobrir-se traído pela noiva, são impagáveis. Enfim, é raro descobrir um clássico com esse peso.
Seja ou não o pior filme de todos os tempos, uma coisa eu garanto: The Room, uma vez visto, não sairá nunca da sua cabeça.

Todo Mundo Está Falando de Filmes Ruins

Agora virou moda: Todo mundo está caçando os piores filmes. Alguns amigos, com generosidade excessiva, acham que meu livro duplo “Cinema Falado/25 Filmes Que Podem Arruinar Sua Vida” tem alguma a coisa a ver com isso.

Bem que eu queria, mas infelizmente os filmes ruins têm fascinado as pessoas há muito tempo, bem antes de eu lançar minha coletânea.
Depois do livro de Michael Adams, colaborador do site de cinema Rotten Tomatoes, “Showgirls, Teen Wolves and Astro Zombies”, já citado neste blog, chegou a hora do venerável site de cinema Empire mostrar as escolhas do público.
Deu “Batman & Robin” na cabeça, com Battlefield Earth pegando a medalha de prata.


Mas pelo menos nós, os adoradores de filmes ruins, estamos alinhados: os dois estão incluídos no meu livro.
E Cinderela Baiana não está em nenhum deles, permanecendo um tesouro exclusivo para nós, brasileiros.
Eles não imaginam o que estão perdendo…

Sobre Filmes Ruins e Piores

Michael Adams, colaborador do site de cinema Rotten Tomatoes, passou um ano em sua busca pelos piores filmes que pôde encontrar. O resultado pode ser visto no livro Showgirls, Teen Wolves and Astro Zombies.
25 das 400 pérolas cinematográficas que ele assistiu estão listadas no site da Rotten Tomatoes.

Bem, não que ele tenha copiado minha ideia – já que provavelmente ele nunca ouviu falar de mim – mas os resultados a que ele chegou são muito parecidos com os do meu livro duplo “Cinema Falado/25 Filmes Que Podem Arruinar A Sua Vida!”.


Por exemplo, aparecem na lista dele – e também no meu livro – Showgirls (1995), Battlefield Earth (2000) , Glen Or Glenda (1953) , Plan 9 From Outer Space (1959) , Ishtar (1987), Manos: The Hands Of Fate (1966) e Batman & Robin (1997).
Além desses, ele cita Robot Monster (1953), Howling II: Your Sister Is A Werewolf (1985) , The Black Gestapo (1975), Frankenstein Island (1981), Road House (1989), Maniac (1934), The Giant Claw (1957), The Terror of Tiny Town (1938), Satan’s Sadists (1969), Death Bed: The Bed That Eats (1977), Ben & Arthur (2003), Shark Attack 3: Megalodon (2002), The Roller Blade Seven (1991), Troll 2 (1992), For Y’ur Height Only (1981), Mommie Dearest (1981), The Oscar (1966) e The Giant Spider Invasion (1975)
Claro que Michael Adams não assistiu, como eu, Cinderela Baiana, Beto Rockfeller ou A Taça Do Mundo É Nossa, de nosso Brasil brasileiro e do coqueiro que dá coco, filmes que seguramente o fariam rever sua lista.
Em sua entrevista, Adams afirma que o pior diálogo que já ouviu em um filme ruim foi em Roadhouse, onde, durante uma luta, um dos personagens diz “Eu costumava comer caras como você na prisão”.
Com relação aos filmes adorados pela crítica e que ele odeia, o destaque é “O Paciente Inglês”.
Enfim, em todo o mundo, pessoas como eu estão buscando a pior experiência cinematográfica de sua vida. “Lula, O Filho do Brasil” aparentemente é tão sem sal que nem nesta lista ele mereceria entrar. Acho que o ideal é fazer como a maioria dos espectadores brasileiros: ignorar sua existência.

Quem é esse Renzo Mora mesmo?

Nada melhor para manter a humildade do que lançar um livro.

Esta semana, meu livro duplo “Cinema Falado/25 Filmes Que Podem Arruinar Sua Vida” chegou aos principais portais brasileiros, UOL e Globo.

Na UOL, o colunista até gosta do livro, mas arrasa minha introdução ( …e uma apresentação do autor que, ao bem de sua reputação, poderia ter se perdido na gráfica.…)

No Globo, que gostou do livro, a pergunta mais feita pelos internautas indignados  é: “Quem é esse Renzo Mora?”.

“será que esse cara não tem nada melhor para escrever…” pergunta um.

Outra diz: “Tanto escritor bom por aí e a editora perde tempo publicando alguém que só teve o trabalho de listar alguns filmes que não gosta e falar mal (pq isso nem criticar é). Lista de filmes ruins a gente encontra aos quilos na internet. Bem escritos. E de graça!”

Acrescentam: “HUDSON HAWK É UM BAITA FILME!E esse Renzo Mora é o famoso quem, mesmo?”

“E quem é esse tal de Renzo Mora???” insistem, aparentemente não porque morreram de simpatia pelas minhas idéias ou porque desejem me mandar flores…

Ou seja, se algum dia eu decidir pagar de escritor famoso, tenho centenas de pessoas para baixarem minha bola com o máximo de boa vontade.

Até agora, a reportagem tinha atraído 162 comentários – 3 ou 4 até que simpáticos ao meu projeto.

É isso aí.

Memento Mori, lembra?

Bem, falem mal, mas falem de mim.

Ou, na minha versão pessoal, falem mal mas comprem o livro…

Livro Duplo de Renzo Mora Chega às Lojas

O livro duplo “Cinema Falado/25 Filmes Que Podem Arruinar Sua Vida” já está à venda.
Na frente, você leva as melhores e piores frases do cinema desde o surgimento do Cinema Falado.

No verso, 25 dos piores filmes que o autor já assistiu (e olha que ele viu muitos filmes ruins…)

São livros siameses, que você pode comprar aqui.

E, por tratar-se de siameses, são respeitosamente dedicados à memória de La Parkita e Spectrito Jr., os anões gêmeos lutadores mexicanos assassinados por uma prostituta sexagenária.
¡No serán olvidados jamás!

Frases de Cinema

Talvez você ainda não saiba ( eu só falei disso umas 400 vezes antes deste post…), mas estou relançando “Cinema Falado”, com minhas frases favoritas de cinema de todos os tempos.

Capa_Falado

A idéia é completamente original, se você não levar em conta as 4 milhões de pessoas que já fizeram isso antes de mim (bom, no Brasil eu fui o primeiro… quer dizer, acho que fui).
Por exemplo, vão aí as 100 frases favoritas do AFI – o AMERICAN FILM INSTITUTE.
Algumas coincidem com as do meu livro, outras não…

As frases do Paulo Cesar Peréio (“Você é o tijolinho que faltava na minha construção” em “Eu Te Amo”) você só encontra no meu livro…

Ou essas, também da obra prima de Peréio, com a preciosa trilha sonora “REFLEXO”, de Cesar Camargo Mariano.

Ah, sim, no verso, inteiramente “DE GRÁTIS”, como se diz na feira de Aracari,  o livro “25 Filmes Que Podem Arruinar Sua Vida”, onde destaca-se o trabalho de Ed Wood (aqui dirigindo Bela Lugosi)

Ou Postal (Salve-se Quem Puder!), a obra-prima de   Uwe Boll

E ainda o inesquecível “Lambada, a Dança Proibida”, de 1990, com Laura Herring, ao inebriante e sofisticado som do grupo Kaoma.

Capa_Piores