O homem e a Arte

Sean Penn, na capa da Esquire deste mês,  é um puta ator. Está grande em Mystic River, dirigido pela lenda Clint Eastwood. Mas também é uma besta no plano pessoal, que acredita em Fidel, Chávez e outras fraudes. Isso – fique claro – não tem a menor importância. Artistas devem ser julgados  EXCLUSIVAMENTE por seu talento, não por suas convicções políticas ou simpatia pessoal. Ezra Pound simpatizava com os nazistas. Salvador Dali com Franco. Jorge Luis Borges era racista – o tipo de gente que eu mais desprezo. Nada disso diminui em um grama o peso de seus trabalhos. Chico Buarque escreveu Beatriz e Futuros Amantes. Está, portanto, absolvido por simpatizar com um gangster como o Lula. A grande arte está acima do artista que a criou. Niemeyer acreditava em Stalin. Mas sua arquitetura era uma merda e Brasília é uma das cidades mais feias do universo. Ideologia não deve comprometer a avaliação do trabalho de nenhum artista. Mas também não melhora o trabalho de gente supervalorizada.

 

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