Dilmão, a Islamofobia e Porque Não Devemos Ter Lugar na ONU

Dilmão fica tanto tempo sem falar com a imprensa que acabamos quase esquecendo que ela é um poste inventado pelo Lula. Mas aí ela resolve abrir a boca e somos lembrados a razão pela qual não devemos nunca – em nenhuma hipótese – ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.  “Como presidente de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais”, disse Dilmão, em discurso na Assembleia Geral da ONU, escrito com a ajuda de Marco Aurélio “Top Top” Garcia. Garcia, sabemos, é uma besta de quatro costados. O que guia suas ações é um antiamericanismo primário, que resiste a qualquer debate.

Quase que concomitantemente, Salman Rushdie lançava seu livro de memórias, Joseph Anton, no qual escreveu: “Uma nova palavra havia sido criada para ajudar os cegos a continuarem cegos: a islamofobia. Criticar a estridência militante dessa religião em sua encarnação contemporânea era ser preconceituoso. Uma pessoa fóbica era extremada e irracional em suas posições, então a culpa era dessas pessoas e não do sistema de crenças que se orgulhava de ter mais de 1 bilhão de seguidores no mundo… Quando a razão passava a ser descrita como não razão? Quando as histórias de fadas dos supersticiosos eram colocadas acima crítica, acima da sátira? Uma religião não era uma raça. Era uma ideia, e ideias se sustentavam (ou caíam) porque eram bastante fortes (ou fracas demais) para suportar críticas, não porque estavam escudadas nelas… O islã é que havia mudado, não as pessoas como ele, o islã é que se tornara fóbico a uma vasta gama de ideias, comportamentos e coisas.”

Malala Yousakzai é uma menina de 14 anos que faz críticas ao Talebã. Hoje, o grupo colocou uma bala em sua cabeça. A menina passa bem e talvez se recupere. Ela lutava pela educação feminina. Dilmão, claro,  não terá nada a dizer sobre isso.

4 Respostas para “Dilmão, a Islamofobia e Porque Não Devemos Ter Lugar na ONU

  1. Acertou em cheio, como sempre. Marco Aurélio Garcia é um tetraplégico intelectual acometido de um antiamericanismo típico de adolescentes que acham que os americanos querem invadir o Brasil para se apossar da Amazônia. Quanto à “islamofobia”, tenho que indagar: dizer que pessoas que seguem um determinado credo padecem de uma falta de moderação crônica (ou, como eu prefiro colocar toda vez que os muçulmanos fazem baderna e ameaças quando alguém tece uma crítica a sua religião ou desenham o Maomé: “Porra, qual é o problema desses idiotas? Não têm nada mais interessante a fazer?”) é preconceito se, conforme os islamitas já demonstraram reiteradas vezes, o juizo proferido corresponde à realidade?

    • Exatamente, Kurt. Um míssil palestino quase pegou o idiota do Patriota em sua mais recente viagem ao Oriente Médio. Pela primeira vez, lamentei a falta de mira dos maluquetes.
      Abração

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