Sexo, Morte e Drogas

Vamos ver como você anda de percepção. Das duas mulheres acima, qual você diria ser uma assassina?

A primeira é uma estudante americana chamada Amanda Knox, nascida em 1987. A segunda é Casey Anthony, nascida em 1986.

Amanda Knox esteve presa na Itália pela participação no assassinato de sua colega de quarto, a também estudante Meredith Kersher, inglesa, em Perugia, na Itália, em 1º. de Novembro de 2007.

Meredith Kersher

A segunda é Casey Marie Anthony e ela “perdeu” a filha Caylee Marie Anthony (então com 2 anos de idade) no dia 16 de Junho de 2008. Só lembrou-se de comunicar o fato à polícia um mês depois, em 15 de Julho.

A polícia recolheu diversas evidências de que Amanda – em conjunto com seu namorado italiano  Raffaele Sollecito, um usuário de drogas vindo de  uma família rica, e um pequeno traficante de drogas,  Rudy Hermann Guede, nascido na Costa do Marfim – foram os autores do crime.

Amanda teve mais sorte. Condenada pela justiça italiana, teve a sentença revista e foi inocentada. Em favor dela, um intenso trabalho de Relações Públicas dos EUA lapidou sua imagem, anulando a visão de uma garota viciada em sexo e em drogas e transformando-a em uma estudante de primeira linha. Além disso, ridicularizou a polícia italiana, tratando todas as evidências recolhidas como lixo.

Foi recebida nos EUA como vítima. Donald Trump, sempre disposto a falar bobagens, disse que os EUA deveriam boicotar a Itália em razão do tratamento dado à Amanda. Subitamente, uma viciada ligada a um crime terrível virava uma personagem do filme Expresso da Meia Noite.

Para saber o que realmente ocorreu durante o julgamento inicial, recomendo o livro

Angel Face: Sex, Murder and the Inside Story of Amanda Knox 

Vai aqui uma entrevista com a autora, Barbie Latza Nadeau, que desmonta a santificação da moça promovida pela imprensa americana:

Casey não teve a mesma sorte. Apesar de inocentada pelo júri, segue sendo vista com a assassina da própria filha

Nenhuma das duas consegue dar uma explicação convincente sobre sua participação nos crimes.

Amanda – supõe-se – estava tão drogada na noite do assassinato que não é capaz de lembrar o que houve. Só restam suas pegadas marcadas em sangue na cena do crime para mostrar que ela esteve lá.

Casey – presume-se que acobertando o pai em um  acidente de afogamento não intencional – preferiu se dedicar às festas de embalo enquanto o cadáver da filha não era descoberto. O pai de Casey tentou o suicídio depois da descoberta do corpo da neta, o que ajuda essa teoria.

Casey – Não exatamente a mãe enlutada que se espera

Em comum, o fato de ambas serem impressionantemente lindas.

Capital erótico.  Aparentemente, a  melhor defesa que você pode ter.

Ninguém quer colocar uma mulher linda na cadeia.

Seguem documentários para quem quiser saber mais:

PS – Uma lição que Suzane von Richthofen aprendeu e que Amanda Knox ignorou: Ficar dando amassos com o namorado depois de um crime brutal nunca é bem visto pela polícia. Para Amanda foi um pouco pior: Sair da cena do crime para comprar calcinhas fio dental e camisolas sexy também não ajuda a compor a imagem de alguém emocionalmente afetado por um crime. Fica a dica.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s