Obama Vira O Jogo

Com o nome de “Virada no Jogo” a editora Intrínseca lança o extraordinário “Game Change: Obama and the Clintons, McCain and Palin, and the Race of a Lifetime”, assinado por John Heilemann e Mark Halperin.
O livro conta os bastidores da corrida pela Casa Branca que colocou Obama no número 1600 da Avenida Pensilvânia. Ao contrário do Bananão, onde o candidato do partido é indicado na base do dedaço do poderoso de plantão, nos EUA existe um processo massacrante de seleção que envolve o partido e uma cobertura impiedosa da imprensa, que vai descobrir aquela amante que você tinha discretamente, a carreira de coca que você cheirou naquela festa de aniversário e todos os esqueletos que você acumulou dentro do armário.
A vantagem é que o livro-reportagem de Heilemann e Halperin é uma delícia, que você lê em ritmo de Best seller, no qual descobre que Obama não é tão doce quanto foi vendido para a opinião pública e que a máquina dos Clintons pode ser sangrenta e perigosamente vingativa.

Quem leu meu livro “Fica Frio – Uma Breve História do Cool” não vai se surpreender com o comportamento estilo “foda-se” que Bill adotou depois de sair da Presidência e que piorou depois de sua cirurgia do coração. Seus voos no “Air Fuck One”, o avião de seu parceiro Ron Burkle, os casos com a parlamentar canadense Belinda Stronach

(pelo menos ele é coerente. Ela não lembra alguém mais jovem?)

, com a milionária Julie Tauber McMahon

e com a atriz Gina Gershon.

Tudo isso está devidamente registrado em meu livro. O que se encontra em “Virada no Jogo” é a reação dos apoiadores de Hillary, que em dado momento comentam: “Que diabos Bill está fazendo com ela?”. Ou o constrangimento dos assessores quando eram obrigados a tocar no assunto com a candidata.
Obama aparece como um cara família, apaixonado pela esposa, mas arrogante e presunçoso, ainda que brilhante e um dos grandes oradores da história da política. Obama cavou seu espaço com discursos empolgantes e com um ar cool indestrutível mesmo diante das piores pressões. E algumas surpresas: É neste livro que aparece a frase que fez Ted Kennedy migrar para Obama. Ela é dita por Bill Clinton “Há uns meses esse cara estaria indo buscar café para a gente”. Ou quando os obamistas lançam a calúnia de que Clinton seria racista, quem liga para consolá-lo é … George W. Bush.
Um grande livro sobre grandes personagens.
Imperdível.

3 Respostas para “Obama Vira O Jogo

  1. As coisas mais brilhantes que escutei de um político foram do Bill Clinton. Acho o cara um gênio e deve ser mesmo pessoalmente péssimo. Agora Obama fez o jogo dos grandes especuladores, tanto é que manteve a equipe do governo Bush, os megabandidos que fizeram o estrago de 2008. Isso pesou na escolha, como mksotra o documentário oscarizado Inside Job. Acho que você falando sério faz falta aqui neste blog de grandes encrencas. Queremos mais Renzo Mora estadista, membro do staff da inteligência mundial.

    • Sou parcial pq sou fã do charme do Clinton. Gosto do Obama, mas em termos de charme, perde longe para o velho Bill

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