A Mulher Melancia Enquanto Objeto Antropológico

A Mulher Melancia tem que ser analisada como fenômeno sociólogico. Agora o mundo comenta a “bunda da Pippa”, que, sabemos, assim como a heterossexualidade do Barry Manilow, a lisura no Ministério dos Transportes e os discos voadores, não existe. A Mulher Melancia nos remete a uma época de fartura, de valorização das ancas largas, que identificamos instintivamente como disponibilidade para reprodução. Uma época em que celulite era uma acessório desejável, cobiçado, e não uma vergonha a ser eliminada em academias repletas de neuróticas levantando 1/2 tonelada com as coxas. Ao invés de se escandalizar com nosso desejo por ela (Nossa!!! Ela é gorda. Ela é vulgar. Ela não viu o último Woody Allen), as mulheres deveriam abraçar a MM por o que ela traz de redentor: A chance de comer um sonho de valsa sem querer se suicidar em seguida. Para nós, ela é uma lembrança de uma época de curvas, de volume, de carne, de excessos. Tudo o que querem nos tirar nesta ditadura da anorexia.

Uma resposta para “A Mulher Melancia Enquanto Objeto Antropológico

  1. a memória é gardenal com vodka
    ninguém dormiu mais do que eu
    eu vou dormir cada vez mais
    eu estou morrendo de sono
    eu vou morrer dormindo
    quem tem insônia é fiho da puta
    a infância era mijar no meio da estrada
    a infância era escrever buceta no meio da estrada
    a infância era roubar uma cesta de ovos
    e quebrar todos no meio da estrada
    enquanto eles estavam na missa
    a poesia era escrever buceta no meio da estrada
    nenhum ravazio
    está preparadp para o ravazio
    nem o próprio ravazio
    eu vou me matar de susto

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