Bob de Niro – O crepúsculo de um ator

Espero que você não tenha visto “Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família”. Eu não vi e não recomendo. Assisti trechos dos anteriores em reprises na TV e sei que é possível (e preferível) viver sem assistir à trilogia.

Mas a existência do filme nos lembra do crepúsculo de Bob de Niro, o maior de sua geração, que perdeu o interesse precocemente pela profissão.

Christian Bale está ótimo em “O Vencedor”, mas nada que Bob não tenha feito antes em “O Touro Indomável” – e (ponto para Bob) sem os chiliques de Bale (não me venham com esse papo de que todo grande artista é chiliquento pq é sensível e zzzzzzz…)

A única vez em que gostei de ver De Niro nos últimos tempos foi no divertidíssimo Machete.

O senador racista e bronco discursa e, lá pelo meio, a gente vê o sorriso de George Bush. O grande ator que ele foi parece que, de vez em quando, emerge.
Em dado momento, Robert Rodriguez em Machete coloca De Niro no volante de um táxi amarelo. E lembramos do rapaz selvagem e enlouquecido de Taxi Driver.

Ao ver Robert De Niro de volta ao volante de um táxi, percebemos que perdemos muito quando ele deixou de amar sua profissão…

PS – Além de tudo, Machete nos premia com uma frase inesquecível:  Danny Trejo afirmando: “Machete don’t text”. Machete não manda torpedinhos pelo telefone.

7 Respostas para “Bob de Niro – O crepúsculo de um ator

  1. o poetamacaco é lixo ou destruição
    o holocausto é pau no cú
    os poetas só existem até o pescoço
    porque o zyklon b exterminou todos os piolhos
    se ela me ama é porque tem raiva da buceta
    meu horror
    sorria para as câmaras de gás
    porque as cãmeras de celular nunca existiram
    o poetamacaco é a solução final
    o fim da língua portuguesa
    do campo de concentração de renda
    a imortalidade é um cadáver com uma motoserra
    viva os sobreviventes do machado de assis!

  2. Renzo, infelizmente é isso aí… Robert De Niro realmente foi um grande ator que merecia ser acompanhado a cada filme que fazia. Não mais. Para quebrar um pouco o meu saudosismo comento (não sei se viu) que não faz muito vi o De Niro e o Dustin Hoffmann juntos ‘conversando’ com o Letterman no seu programa. Conversando ‘entre haspas’ porque na verdade a conversa funcionou de forma esquisita (e hilária) com o Letterman tentando obter respostas do De Niro e o Hoffmann servindo como uma espécie de tradutor/relações públicas do primeiro. De Niro praticamente não respondeu nada. Foi muito engraçado…e estranho. Abraços, Manuel.

    • Manalho:
      Acho que vimos o Taxi Driver juntos, foi não? Como é que o cara que faz aquilo, que faz o Touro Indomável, cansa assim. Vi o filme dele com o Al Pacino, “As 2 Faces da Lei”. Ruim pra cacete. Mas pelo menos o Pacino se redimiu e fez “You Don’t Know Jack”. O De Niro não tem nada pra mostrar. Triste pra cacete…

  3. Não me leve a mal (ah ah ah) mas é preciso dizer: a maior tragédia provocada por esse canastrão é ter sido brindado com a generosidade de talentosos espectadores como tu, Renzo. Mas não é possível! De Niro mostra em fim de carreira o que sempre foi: um ator vazio, maneirista, ridículo, apelativo. Não existe porcaria maior do que Taxi Driver, filme desse outro enganador, o Scorsese, onde De Niro faz um personagem de pura apelação à violência gratuita execrável. E o Touro Indomável? Fazer caretas e ter espasmos homos com o próprio corpo é atroz.

    Al Pacino por um tempo foi o maior ator do mundo, depois se entregou. Mas De Niro nunca foi bosta nenhuma. Não que eu não leve em conta tua admiração por De Niro, é que não levo em conta mesmo, porque ele não merece. Lamento a decepção em relação ao canastrão mor, mas ela é saudável e coloca as coisas nos eixos.

  4. Junto-me ao debate e acrescento apenas uma coisa:
    É necessário que saibamos quando parar.
    O ridículo é a lápide de todas as profissões.

  5. Eli Walach apareceu aos 90 anos, assustador, em Ghost Writer, do Polanski. É um tremendo ator. Idade não interfere em nada. É uma questão de competência. É também histriônico, mas talentoso. Já De Niro é só histriônico, sem talento. É ruim desde o início. Parar não o salvaria de nada. Continuar serviu para deixar mais explícito o que ele sempre foi. Lembram de Cabo do Medo? Tremendo careteiro. Apenas isso.

  6. Taxi Driver talvez seja superestimado, mas é um grande filme. Assim como Scorcese é um grande diretor, até hoje. Assim como o Eli Wallach é um assombro de talento e carisma.

    O De Niro deve estar ficando de saco cheio de trabalhar mesmo. Outro papel bom dele nos últimos anos foi o de Capitão Shakespeare, no filme “Stardust”. Era um papel pequeno, mas muito marcante e deveras auto-irônico. Talvez, atualmente, seja onde ele acha realmente graça em trabalhar, não sei. Como o maledetto não trabalha com um grande diretor há alguns anos e parece usar o “Método Michael Caine de Escolha de Papéis” (sem conseguir os mesmos resultados do mesmo) estamos fadados a vê-lo interpretando estereótipos em vez de personagens. Perde ele e perdemos todos nós.

    P.S: Po, Renzo, libera o Bale dessa, vai? O sujeito fez muito bonito em “O Vencedor”.

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