Bill Campbell – O dublê do falecido Paul McCartney – Toca no Brasil

George Martin entrou na sala naquela manhã de  9 de Novembro de 1966 e anunciou para os três Beatles remanescentes: “Paul morreu hoje de manhã em um acidente de carro”. Lennon não ligou muito. Nunca tinha gostado muito de Paul. Ringo, que sentia que sem a banda sua carreira acabaria, foi o mais abalado. George Harrison foi o mais prático. Sugeriu substituir McCartney por Eric Clapton.

Paul tinha largado um ensaio com o grupo depois de uma briga e tinha saído a toda velocidade com o carro. O corpo tinha ficado irreconhecível. Os demais componentes estavam fartos das crises de Paul e queriam sua substituição no grupo.

“Vou ser franco e vocês vão me ouvir” disse Martin “Há tempos mantenho sósias de cada um de vocês sob contrato. A ideia era usá-los quando vocês estivessem doentes ou chapados demais para se apresentarem. Mas agora chegou a vez de fazer uma substituição para valer. Tenho um garoto que é parecido com Paul e com algumas correções plásticas pode ficar igual a ele”

Lennon largou o copo de uísque e começou a berrar: “E nossa integridade? O cara canta? Ou toca?”. Embora quisesse a saída de Paul tanto quanto os outros, Lennon advogava sua substituição por um músico mais talentoso.

Martin respondeu com calma: “Ele está aprendendo, mas enquanto isso podemos dublar o som de Paul. Tenho uns caras que fazem isso também. Conheço uns quinhentos caras capazes de dublar o som de cada um de vocês. Só que eles não se parecem fisicamente. Esse cara parece.  É o próprio doppelgänger do Paul. O nome dele é William Campbell

A operação plástica, feita no Brasil, apresenta problemas claros, tais como as orelhas do Paul verdadeiro, que eram mais saltadas, além do contorno de seus olhos, mais caídos.

Lennon pareceu acalmar-se, mas nos anos seguintes, como provocação, começou a inserir “pistas” criptografadas nos trabalhos dos grupos. Entre as molecagens, em 12 de Outubro de 1969 ligou para o radialista Russ Gibb,  DJ da WKNR-FM em  Michigan, usando o nome falso de Tom para denunciar a morte de Paul. Como prova, pediu que ele tocasse uma de suas pistas: A canção Revolution 9 de trás para frente. Para a surpresa de Gibb, a frase “number nine” dizia  “turn me on, dead man”. Por pura sacanagem , na gravação de “Strawberry Fields Forever“, cantou “I buried Paul” olhando para um intimidado Campbell. Eram brincadeiras  de criança. Havia um pacto de confidencialidade que podia arruiná-lo caso ele fosse claro sobre a entrada de William “Bill” Campbell na banda. Mas Lennon estava usando cada vez mais drogas e podia sair do controle.

As pressões foram se acumulando e culminaram com a dissolução do grupo em  20 de Agosto de 1969, quando Lennon cansou da farsa  e se afastou da banda, embora ainda amarrado a um contrato draconiano que o obrigava a manter silêncio sobre a substituição. Mais do que isso, Martin tinha colocado em sua vida uma dominatrix e hipnotizadora japonesa chamada Yoko Ono, com a função de controlar Lennon mentalmente.

Em 1980 Martin recebeu a ligação que temia. Yoko Ono dizia desesperada que tinha perdido o controle sobre Lennon e que ele convocaria uma entrevista para contar tudo sobre a farsa.

Martin disse a ela que se acalmasse. Tinha planos. Em 1968 tinha recrutado um jovem músico chamado Charles Manson, que o procurara para gravar um álbum no estilo dos Beach Boys, para atuar como assassino remoto.

Com o apoio da CIA, Manson sofreu uma lavagem cerebral que o preparou para matar Lennon se ouvisse a frase chave “Helter Skelter”. A ideia era recorrer a ele apenas se Lennon saísse de controle. Mas o método ainda estava em seus primórdios e Manson tornou-se um assassino brutal e estava preso.

Em 1980 o plano já estava aprimorado. O assassino por controle remoto era um garoto idiota chamado  Mark David Chapman, que agiria usando como gatilho o livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger.

O plano correu perfeitamente. No horário marcado, Yoko – que não queria perder os royalties das canções dos Beatles – levou John até a portaria do edifício na noite de 8 de Dezembro de 1980 e Lennon foi assassinado.

Harrison ficou chocado com a morte. Ele tinha rompido com Lennon em função de sua hesitação em abraçar a entrada de Campbell na banda, ao ponto de omitir qualquer menção a Lennon em sua autobiografia I Me Mine, publicada no ano do assassinato de Lennon.

Harrison tornou-se cada vez mais paranoico e ameaçava a qualquer momento contar a verdade sobre Campbell para o mundo. Ele achava que a revelação o livraria de atentados. Isso fez com que ele recebesse um aviso.

Em 30 de Dezembro de 1999, depois de um jantar com Harrison, George Martin deixou as portas abertas e facilitou a entrada de Michael Abram, um lunático contratado por ele,  na mansão do músico. Ele  foi esfaqueado sete vezes, embora não fatalmente.

Martin nunca mais teve que lidar com as ameaças de George, que entendeu a mensagem e tornou-se um recluso.

Campbell segue interpretando o papel de sua vida: Incorporou o falecido Paul McCartney e continua produzindo música.

Ele toca no Brasil esta semana.

13 Respostas para “Bill Campbell – O dublê do falecido Paul McCartney – Toca no Brasil

  1. Frankie Brown, o Detetive Taxidermista, foi chamado pela Scotland Yard para verificar o resultado do acidente. Os policiais estavam todos ao redor de Paul, dançando um minueto.
    – Basta, disse Frankie, e começou o seu trabalho.
    E depois de uma boa olhada:
    -Ele está morto.
    -Tem certeza? perguntou o inspetor Lloyd, tirando um lenço vermelho do bolso e aspirando uma generosa pitada de rapé. Não é imaginação sua?
    Aquilo deixou Frankie possesso:
    – Jamais diga imagine para mim, nunca!
    – Precisamos saber se o sr. vai munificar o ex-Beatle, disse Lloyd, tentando mudar de assunto.
    – Claro, respondeu Frankie, que adorava obladi-oblada.
    E retirou-se para Londres, que, coincidentemente, estava nublada.
    – Péssimo, amanhecer, disse Frankie. Péssima cidade. Ainda bem estive no campo agora. Imagine se não houvesse country.

  2. Hahahahahahah meu deus, eu ri do inicio ao fim. E aquela foto e de aunado os Beatles já tinham acabado e o PAUL esticou o rosto pra variar Haha

  3. George Martin? ele era o produtor musical. Nessa altura, ’66, o Brian Epstein ainda estava vivo e no comando. Se alguém tivesse que encabeçar tal complô seria mais lógico que fosse o Epstein, não o Martin. Isso é uma lenda urbana, todo mundo sabe que o Sir. Macca continua vivo e para a felicidade de seus admiradores, muito ativo e produtivo, à beira dos 70. Isso aí q vc escreveu foi com intenções reais mesmo? não foi com intuito fictício? Então, meus paraéns! vc conseguiu avacalhar ainda mais a tal “lenda urbana”

    • A ideia era avacalhar a lenda urbana com mais dados. A tentativa de assassinato do Harrison foi uma contribuição importante, foi não?

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