As Garotas Que Sinatra Nunca Beijou

Uma canção praticamente desconhecida de Sinatra: “The Girls I’ve Never Kissed”, de Jerry Leiber & Mike Stoller, que ele gravou no final da década de 1980 e gostava de cantar acompanhado apenas pelo piano em alguns de seus concertos.

Nela, Sinatra lamenta por todas as garotas que ele não beijou.

Fiz uma montagem da canção (em versão não lançada comercialmente) com cenas de “F For Fake”, que Orson Welles rodou em 1975, no qual ele tinha um segmento sobre a arte de olhar mulheres na rua, que parece encaixar perfeitamente na canção.

Abro com uma cena de um concerto de Sinatra em Vegas em 1978, na qual ele fala de sua amizade com Welles.

Se Sinatra, que teve casos com todas as mulheres que quis, chegou ao final da vida lamentando pelas garotas sem nome que ficaram para trás, o que será de nós, meros mortais, no outono de nossas vidas?

Vai a letra:

The old wolf sniffs the summer breeze, and dreams about his youth,

For the sight of skirts above the knees turns his hardboiled brain to tears.

And the scent of honey in the tree whets an old sweet tooth.

The pretty girls go strolling by, I smile at them, and heave a sigh.

And think of all the things I’ve missed, and all the pretty girls I’ve never kissed.

They smile from field of daffodils, they wave from high and windy hills,

In secret places by the sea, the girls I’ve never kissed still wait for me.

All the girls whose names I can’t recall, their faces haunt me still,

All the pretty girls I’ve never kissed and never will.

The girls of spring, the girls of fall, the girls of summer most of all,

If only time did not exist, if only I could catch that boat I always missed,

I’d go back and kiss all the pretty girls I’ve never kissed.

5 Respostas para “As Garotas Que Sinatra Nunca Beijou

  1. “O que será de nós, meros mortais, no outono de nossas vidas?” Esse tipo de chaveco só cola depois da meia noite, e da terceira dose (da garota). Deve ser dito com cara de paisagem e olhar para o infinito, deixando cair uma mecha de cabelo prateado no rosto cuidadosamente sofrido. Não esqueça a iluminação e as câmeras. Frank na caixa de som faz o resto.

  2. Prezado escritor,
    Tenho uma história sobre o querido Roberto Quartin que pode lhe interessar.
    Sou médico e amante da boa música, bem como das histórias de bastidores.
    Roberto Quartin ao falecer, mal foi lembrado pela nossa imprensa.
    Por favor, entre em contato.
    Um abraço,
    Jacy Dasilva

  3. Ah, velho Frank…

    Melhor, maturado no cigarro, no Jack e nas noitadas com bem mais de mil mulheres. Bela morena numa homenagem estendida a outros gênios.
    Nas conquistas, acho que o Frank superou de longe as mais de duas mil canções gravadas, mas deve ter deixado mesmo passar pelas mãos outras milhares.

    P.S. Lamento uma ou duas que deixei passar imagina o Frank…

    Valeu Renzo

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