Sanctis, Protógenes e Fernando Meirelles: Os Três Patetas Redux

Em 04/01/2009 a Folha de São Paulo publicou carta de minha autoria dizendo: “Tive o privilégio de ser informado de que o juiz Fausto De Sanctis tirou fotos com fãs no show da Madonna e que o delegado Protógenes Queiroz está em um spa tendo aulas de tango, para superar o stress (imagino o que os PMs cariocas, que passam o dia trocando tiros com traficantes, devem achar disso). Salvo engano, o primeiro é o mesmo que citou Carl Schmitt, teórico do nazismo, para dizer que a Constituição não é mais importante que o povo; o segundo produziu um relatório considerado ilegível e queria colocar na prisão um jornalista. A união destes dois talentos extraordinários deve ser o sonho do time da defesa do Daniel Dantas (por quem, aliás, não tenho a menor simpatia -concordo com a frase atribuída a Bretch de que é melhor roubar um banco do que fundar um). A pergunta é: qual é a razão do interesse da Folha em divulgar os feitos triviais destas duas personagens, que estão longe de representar a excelência em termos de serviços públicos?”
Não conseguia entender como a Folha podia tratar como celebridade um meganha que havia pedido a prisão arbitrária de um dos funcionários da casa, a repórter Andrea Michael, da Folha de S.Paulo.

A mesma Folha publicou, em outra ocasião,  a seguinte nota: “O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo e responsável, entre outras, pela prisão do banqueiro Daniel Dantas, ostenta em sua mesa, orgulhoso, um troféu que a revista “Veja São Paulo” entregou aos “Paulistanos do Ano” há uma semana.
Não, o juiz não estava entre os premiados (um grupo que incluía a atriz Sandra Corveloni, a geneticista Mayana Zatz e o jornalista Laurentino Gomes). O troféu acabou em sua mesa porque o cineasta Fernando Meirelles, homenageado na categoria cinema, decidiu enviá-lo ao juiz junto com uma cartinha.”
Meirelles, um dos cineastas mais chatos que já se colocaram por trás das câmeras, acumula como baba ovos de autoridades incompetentes. Servilismo, demagogia e incompetência adoram passear juntos.

Volto ao assunto porque agora a Piauí de Setembro publica uma extensa reportagem demonstrando a incompetência destas duas risíveis personagens.

O relatório apresentado por Protógenes contra Dantas (por quem, repito, não tenho a mínima simpatia) era tão ruim que a Procuradora Federal Adriana Scordamaglia , em 05/12/2007, pedia que o investigador apontasse quais crimes estava investigando. O pedido passou por Sanctis, olhou para o presentinho do Meirelles e voltou para o Protógenes, que respondeu com uma “espécie de autoelogio”.

A conclusão da matéria assinada por Raimundo Rodrigues Pereira: “A sua operação Satiagraha foi uma pantomima que o levou (Protógenes) ao estrelato. E agora pode conduzi-lo à Câmara dos Deputados. Não com meu voto”.

Prefiro votar no Tiririca. Além de menos nocivo que o juiz e o investigador, é um artista mais interessante e divertido que Meirelles, o baba ovo do juiz.

PS – Meu amigo Nei Duclós corrige: A frase do Brecht é “Melhor do que roubar um banco é fundar um.”

Uma resposta para “Sanctis, Protógenes e Fernando Meirelles: Os Três Patetas Redux

  1. se a vida tivesse importância
    nâo existiriam pessoas importantes
    se a vida tivesse importância
    existiria fábio gabriel ravazio

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