Aulas de Marketing Para Criminosos

Criminosos devem usar alcunhas. Como isso é praticamente uma regra, já que ajuda a privacidade do meliante, devem buscar apelidos que intimidem a concorrência. Tião Medonho. O Matador do Demônio. O Estuprador de Rottweiler. O carniceiro do Maracanã. O carniceiro do Maracanã que estuprou O Estuprador de Rottweiler.

Peguem o caso do narcotraficante Edgar Valdez Villarreal, detido no México, que é conhecido como ‘La Barbie’. Como é que dá para respeitar um cara cujo apelido é Barbie? “Se você não pagar o que deve eu vou chamar a Barbie, seu drogado vagabundo” “Qual delas, a tenista, a princesa ou a debutante?”

Ou o caso do Thiago Schirmmer Caceres, um dos gerentes do tráfico da Rocinha, que atende pelo singelo apelido de Pateta. “Cuidado, o Pateta vem aí” “Tudo bem, eu chamo os Irmãos Metralha”.

Ou o  traficante Nem, da Rocinha, a maior favela do Rio, com quase 200 mil habitantes. Nem sugere uma postura de indiferença. “Vai pagar o que deve, seu drogado maldito?” “Tô NEM aí, kkkkkkk”.

Esse pessoal poderia se beneficiar muito de uma agência de publicidade criativa.

Vejam o caso do Machete. O filme teria o mesmo impacto se o apelido dele fosse “Chapolim”, como o  braço direito de Beira-Mar?

3 Respostas para “Aulas de Marketing Para Criminosos

  1. fábio gabriel ravazio é o que existe de mais primitivo
    o macaco que inventou a antipoesia
    o homem inventou o cú

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