Desperate Housewives encontra American Beauty em (Oh, Deus, logo lá?) Sorocaba

Ah, o subúrbio.

A vida calma embalada por  CDs de duplas sertanejas, as ruas idílicas onde o canto dos passarinhos compete com o som dos motores das SUVs compradas com o dinheiro da colheita da fazenda, as conversas de fim de noite falando da manicure que faz uma francesinha maravilhosa, da ida para Miami e para o outlet do Emporio Armani.

E, depois de tudo, no sofisticado sistema de Home Theater, o DVD com o show de Garth Brooks. “Esses texanos parecem tanto com a gente.” “Olha como não tem gente feia na plateia. Não tem ‘gente de cor'” maravilham-se os espectadores.

E, como nos melhores filmes americanos, nesta equação borbulham tramas subterrâneas de sexo, traição, amor desencontrado.

Na ponta deste quadrilátero amoroso, surge a improvável figura de Cícero de Sorocaba, um George Clooney tropical que combina a elegância do cantor Falcão com a estonteante beleza física do humorista Costinha, um ladrão de corações digno de figurar no comando do PCC, um Casanova contemporâneo, o Don Juan “burlador de Sorocaba y convidado de piedra.”

Drama. Romance. Emoção. Espionagem de E-mails. Rs arrastados. Eis aqui nosso American Suburbia transportado para os tristes trópicos.

Ah, doce Cícero, que segredos se ocultam sob este implante de cabelos tingidos mal feito? Que habilidades sexuais aprendeste nos campos, com camponesas e éguas selvagens? Qual a conversa sedutora que sai destes lábios e que leva as damas da sociedade sorocabana a se digladiarem por teus favores amorosos?

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