E Você Achava Seu Passado Profissional Deprimente…

Acho que foi Woody Allen quem disse: “Hollywood é pior do que cão come cão. É cão não retorna as ligações de outro cão”. Sim, Hollywood é isso: O boulevard dos sonhos partidos, onde jovens chegam cheios de esperança e partem com seus projetos despedaçados, onde grandes atores viram garçons enquanto esperam os telefonemas de agentes que nunca chegam…

Hollywood pode ser cruel – e nada melhor do que o IMDB para provar isso:

Seguem as descrições de papéis mais tristes encontradas no maior banco de dados sobre cinema do mundo:

Anne Sellors…Threads (1984)… Moça que urina nas calças

    Eli Munõz….Idiocracy (2006)… Cara com tesão

  • Cherry Manson… Vampire City 2 (2009) … Garota que peida
  • Edwin Alofs… Deuce Bigalow: European Gigolo(2005)… Anão Pornô

Clique aqui para uma coleção completa de currículos deprimentes no cinema. Todo ator tem que começar em algum lugar. Mas alguns têm começos um pouco piores do que os outros…

4 Respostas para “E Você Achava Seu Passado Profissional Deprimente…

  1. eu vou ameaçar o destino
    o destino jamais foi ameaçado
    eu vou enganar o intestino
    o intestino jamais foi enganado

    todas as formas de autodestruição são impossíveis
    somos destruídos de todas as formas possíveis
    é possível perceber que absolutamente tudo é mentira
    que absolutamente tudo é ilusão
    é impossível suportar
    é impossível ser fábio gabriel ravazio
    a única possibilidade de autodestruição
    o único enviado do demõnio

    eu sou o porco
    esquecido como um porco
    qualquer homem será lembrado
    nenhum porco

  2. Posso confirmar isso. Quando fui tentar a sorte em Hollywood nos anos 60, ninguém me recebeu. E isso que levei currículo impressionante. Interpretei seis papéis (um deles de gangster) na peça A irresistível Ascensão de Arturo Uí, de Brecht, encenado pelo Teatro de Arena de Porto Alegre, em que eu miseravelmente esquecia minhas falas (mas isso os americanos não precisavam saber, eles nem entendem português. ).

    Também fui ator principal em dois curtíssimas de vanguarda. Um foi Farsa, em que tropeço antes de beijar a heroina (a cena não pôde ser repeitida porque o celulóide era escasso), o que fez a musa cair na gargalhada em pleno take. O bom é que saí no jornal local em página inteira curvado sobre a coitada enquanto ela ria de mim e ficou parecendo que eu estava agradando. Menos mal.

    O outro foi O Moska, onde faço o duplo papel de empresário e agitador comunista estudantil. Os dois filmes eram mudos, o que aumentou meu carisma cult. O diretor de Moska, que me contratou é tão radical que nunca mais ouvimos falar dele. E seu filme jamais foi localizado.

    Lembro que Dennis Hopper estava selecionando alguém para o papel que mais tarde foi para Jack Nicholson (essas panelinhas). Ele não econvenceu comigo porque eu usava cabelo comprido, e todas a s vagas de hippies estavam preenchidas. O pior foi no set onde Jerry Lewis tentava subir aquela escada onde teve, no final, três enfartos. Eu estava quase certo para o papel de transeunte nada-a-ver quando caí na asneira de dizer: Jerry, não suba, você vai se dar mal!

    Fui expulso pelos seguranças. O cara enfartou e eu bem que tinha avisado. É duro ser um incompreendido. Eu entendo todos esses exemplos que você cita. Sou um deles. Pior que é tudo verdade. Não toque novamente, cara, isso é cruel.

    • Grande Nei:
      O segredo para vencer na vida de ator é a persistência, mais do que o talento. Acho que foi você mesmo, em um de nossos papos, que citou como exemplo o Keanu Reeves, que passou anos interpretando um armário embutido das Casas Bahia em diversos filmes até ser notado e passar a estrelar grandes produções (curiosamente também como armário embutido laqueado em todas elas).
      No final, é sobre ficar lá. Ainda que parado…

      • Verdade.Jamais deveria te desistido. A concorrência sempre foi fraca. Aquelas caretas do Robert de Niro já cansei de fazer, mas ninguém me contratou. A risadinha metida a louca do Mel Gibson também (me faltou talvez mais fundamentalismo). E juro que admirei meu perfil por duas horas, como costuma fazer o Andy Garcia em todos os seus filmes. Talvez tenha me faltado um aplomb cubano. Sei lá.

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