Schopenhauer e Sede De Sexo – Filme Inédito de Renzo Mora

Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX da corrente irracionalista. Sua obra principal é O mundo como vontade e representação (1819), embora o seu livro Parerga e Paralipomena (1851) seja o mais conhecido. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã.

Veja aqui como isso afeta a vida sexual e o vestuário de dois alegres garotões indianos.

Uma obra com roteiro de Renzo Mora.

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9 Respostas para “Schopenhauer e Sede De Sexo – Filme Inédito de Renzo Mora

  1. Renzo, seu cinema é sensacional! Há muito que o Brasil tenta produzir obras de apelo popular que, ao mesmo tempo, tivesse aspirações artísticas legítimas. A maneira como o personagem dá o braço a torcer ao amigo, além de outras partes de sua anatomia, demonstra que ainda é possível a ampliar o escopo, tirando a filosofia Schopenhauriana das academias e trazendo-a ao povo sem deturpar suas origens. Seria o segundo personagem um fruto da teoria da reminiscência defendida por vários pensadores, como o prório Platão, séculos antes do alemão schopenhauer?
    E, como se isso não fosse o bastante, ainda temos a velha “história entre casais”, um grande clichê da ficção ocidental, tendo sua base retrabalhada causando um misto de estranhamento e fascinação. Ainda haverão ensaios de estética sobre esta película! Forte abraço, Renzo.

    P.S: Inspirado por grandes cineastas, como Aran e Você, tive a sorte de ter um roteiro aprovado em Bollywood. MInha obra é mais singela, utilizando de uma anedota de humor negro bastante conhecida, masusei um pouco de inspirações rodrigueanas, mas puxando para uma certa aspereza a lá Dalton Trevisan. Não posso dizer que é uma obra perfeita, mas estou confiante. Espero que o agrade: http://www.grapheine.com/bombaytv/communication-br-f01efa4e5125f275754af614f4374abc.html

    • Grande Luis:
      Adorei o triângulo incestuoso. As influências de Dalton e de Nelson estão bastante claras na obra, mas com uma mensagem otimista sobre o valor do amor em família.
      Já nasce clássica.
      Qual o título?
      Abração
      Renzo

      • O título é “Em Nome de Painho”, numa alusão ao “Nome do Pai”, conceito Lacaniano que abrange o conceito freudiano de “Superego”. Acha que o nome pega?

  2. nós não queremos cultura
    nós queremos a próxima sepultura
    enfiar o braço inteiro na tua buceta
    a noite inteira
    nós também somos necrofilhos de deus

    a vida é um mistério
    eu conheci a buceta dela no necrotério
    eu conheci os estupradores dela no cemitério

    • Poeta:
      Nada a ver com seu poema, mas um amigo meu, que dirigia ambulâncias, tinha um colega enfermeiro que era necrófilo e passava o rodo nas moças recém embarcadas para o além.
      Nada mais natural: pedófilos viram chefes de escoteiros, enfermeiros viram necrófilos, filhos da puta viram políticos… a natureza fundamental da nossa libido (e da nossa personalidade) dirige nossas escolhas de carreira.
      Não conheci o tal enfermeiro pedófilo, mas fiz uma piada com meu amigo que tinha dirigido ambulâncias – e que me contou o caso – que divido com vc e com o grande e respeitável público.
      Imagino o necrófilo em um bar.
      Passa a maior gostosa do lado.
      Ele olha para o copo e diz, com um suspiro: “Pena que tá viva…”
      Escrevendo não tem muita graça, mas sacada na hora nos divertiu por alguns minutos.
      Renzo

    • Grande Luiz:
      Minha relação com cigarro é complicada.
      Não fumo, perdi meu pai com complicações provocadas por cigarro.
      Mas me recuso a ser o chato da roda, que lança discursos contra o tabaco toda hora e para todos os amigos.
      Mais: A propaganda de cigarro, reconheço, diminui a dependência dos veículos de imprensa da propaganda do governo, o que os torna – em tese – mais independentes.
      Ganhamos todos com isso – e é um ótimo argumento para não proibirem as propagandas de álcool.
      Agora, cá entre nós: quando vc estava em uma avião ou em um restaurante e alguém acendia um cigarro na área de não fumantes (ou pior, um charuto para se mostrar refinado), como aconteceu comigo várias vezes antes da proibição, era um inferno.
      Secretamente – e, mais uma vez, só entre nós, eu adorei as tais proibições.
      Mas fica entre nós.
      Como é que o texto falava mesmo? Ah, sim, hipocrisia.
      É, acho que cabe…
      Abração
      Renzo

      • Pois é, o cigarro é uma foda. Meu tio, como citei no texto, também quase morreu por causa do fumo. E a o “alerta” presente nos maços, reconheço, serve apenas como álibi legal, para os gigantes da industria se esquivarem de (mais) processos que recebem devido aos mais diversos malefícios do mesmo. Mas não sejamos tolos, quem fuma sabe bem o que faz, o que sofre e o que pode lhe acontecer. Abraços, meu caro. Meus sentimentos pela morte de do Sr. Mora, seu pai.

  3. não são os mortos de carne e osso
    são os mortos de espírito
    que não despertam o espírito
    uma coisa que morre
    uma coisa já morta
    enquanto que a vida é apenas uma coisa que continua
    são coisas
    como um pesadelo
    eu quero violar essas coisas mortas
    sentir essa coisa morta dentro de mim
    chegar ao fim
    para começar a entender enfim
    porque tudo apodrece fora de mim

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