O Anjo Caído

Gary Wayne Coleman morreu em 28 de Maio de 2010.

“Gary quem?”, você deve estar se perguntando, se for uma pessoal razoavelmente normal.

Com razão: Em 42 anos de vida, Gary Coleman completou um trajeto de grande estrela até se tornar aquilo que os americanos chamam de “punch line”, traduzindo mal, a linha final de uma piada.

Gary Coleman começou como astro infantil na série “Minha família é uma bagunça”. Mas uma disfunção renal que impedia o seu crescimento – ele media 1,42 m – fez com que ele mantivesse na vida adulta a aparência que tinha quando criança – algo parecido com o nosso Ferrugem, o ator Luiz Alves Pereira Neto.

A transição de estela infantil para o anonimato não foi muito boa para Coleman. Mesmo depois de ganhar $1.3 milhões em 1993 em um processo contra os pais adotivos que administravam seus rendimentos, ele pediu falência.

O musical da Broadway “Avenue Q” o homenageou com uma personagem que cantava “It Sucks to Be Me.” (ou ‘É uma Merda Ser Eu”). Coleman não achou graça na piada. Ele queria processar os produtores, mas, para isso, teria que contratar um advogado e contratar advogados requer dinheiro… Bem, era uma merda ser Gary Coleman.

Nos anos 1990 ele era segurança de um estúdio de cinema. Por que diabos alguém contrata um segurança de 1’42” de altura e com um histórico de desequilíbrio mental? Sei lá, eu nunca prometi ter todas as respostas…

Em 1998 agrediu uma fã que queria seu autógrafo. Quando aparecia na mídia, era geralmente por desordem familiar, agressão ou acidentes de automóvel.

Sua candidatura ao governo da Califórnia em 2003 também não ajudou muito sua reputação. Bem, pensando bem, ser candidatoo a qualquer coisa não ajuda a reputação de ninguém.

Gary Coleman e a atriz pornô Mary Carey. Ambos concorreram – por diferentes partidos – ao governo da Califórnia. em 2003. Como você deve saber se acompanha os noticiários, ambos perderam.

Seu trabalho de maior impacto nos últimos anos foi uma rápida participação no game Postal 2, de 2003, provavelmente um dos mais idiotas (e, sim, reconheço, engraçado) jogos de todos os tempos

Gary Coleman aparece como ele mesmo e uma das missões do jogo é conseguir o autógrafo do ator. O jogador tem a opção de matar Coleman. Seus clones malvados aparecem em diversas alucinações para o protagonista do jogo.

Aparentemente, ele tinha desistido de processar quem fizesse piadas dele – e tentar raspar o fundo do tacho ao voluntariamente se dispor a ser um freak show de aluguel.

Para quem aparecia com um anjo em uma série de 1982 produzida pela Hanna-Barbera ( “The Gary Coleman Show” – A animação foi exibida no Brasil pela Rede Manchete, e ficou conhecida por aqui como “Andy, O Anjinho da Guarda”) a queda foi longa e, aparentemente, dolorosa pra cacete.

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