Fala de Guerreiro

Em mais um daqueles comerciais que tentam vender o alcoolismo embalado como atitude, surge Dunga, técnico da seleção, dizendo que “fala pouco, mas fala como um guerreiro”.

Ótimo, sempre fui (como Hemingway, antes de mim) a favor da concisão.

Aí aparecem as frases de guerreiro do técnico: “Quero Raça” “É Nossa Hora”.

Ou seja, além de falar pouco, quando abre a boca, saem as platitudes mais primárias.

Em outra cena, é dito algo como “Jogar com o coração”. Bem, vale como figura de linguagem (assim como o terrível “beijo no coração”, de acordo com Edson Aran o mais grave problema brasileiro), mas o ideal, me parece, de acordo com as regras originais do esporte britânico, é jogar  com as pernas.

Dunga,  no filme, parece acreditar (assim como Lula), que qualquer bobagem, desde que dita aos gritos e de forma enérgica, faz sentido e ganha significado.

Daí vem a assinatura, dizendo que quando a alegria encontra a raça não tem para ninguém.

Se é para fechar com frases raciais, eu escolheria o clássico de Tutty Vasques: “Ô Raça…”

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