Sangue De Barry Manilow Tem Poder

Eu sou eu e minha circunstância, dizia Ortega y Gasset.

Por isso, você tinha que estar lá para entender as… vá lá, circunstâncias.

Se você não nasceu na década de 1960, não pegou os bailinhos de garagem movidos a Cuba Libre e fitas de K7 (especialmente gravadas para a ocasião, montadas para criar o clima…), não estava naqueles subúrbios de classe média média, você não vai entender a importância das “Power ballads”.

Inventadas em 1972 pelos The Carpenters, com o lançamento de Goodbye to Love, canção romântica incendiada pela guitarra de Tony Peluso, as power ballads, de acordo com o ensaísta Charles Aaron, apareceram quando os roqueiros tentaram ser mais introspectivos e sensíveis.

E, claro, ninguém dominou as power ballads como Barry Manilow. Ele tinha o rosto para cantá-las, o garoto feio que parecia nunca ter sorte no amor, o cara que entendia quando a sua paixão colegial preferia os caras mais velhos e seus (malditos) carros.

Ou te escolhia como “amigo confidente”, interditando qualquer possibilidade de namoro.

As Power ballads eram cafonas como elas só.

Mas fazem um falta…

O grupo Boyz II Men parece estar resgatando as Power ballads. Por sinal, o Tim Maia gostava deles. Se pode haver maior elogio, desconheço.

Vão aí os garotos cantando “Ribbon In The Sky”, do Stevie Maravilha.

Mas, enfim, se você não estava lá, talvez não entenda nada.

Ah, sim, Manilow cantando Mandy.

Fique com o dedo longe do play. A não ser que você tenha feito parte das circunstâncias.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s