Batman e Super-Homem: A Aventura Final

Entro no quarto do hotel. O Super-homem, nu, me abraça chorando e tremendo.
– Bruce, eu não sei como isso aconteceu.
Estapeio o alienígena. Péssima ideia. O homem de aço nem sente meu tapa e eu machuco a mão.
– Nunca me chame de Bruce. Onde está ela?
Ele parece se recompor um pouco e me acompanha até a cama.
Miriam Lane está nua. E, obviamente, morta. Um orifício perfeitamente redondo está na base de sua cabeça e, na parede, grudados pedaços do seu cérebro.
– O que houve? – pergunto
– Nós íamos fazer amor pela primeira vez… daí eu cheguei ao clímax…
Estapeio novamente o homem de aço.
– Homem não chega ao clímax, idiota – digo.
Observo o quadro.
-Você ajaculou dentro dela? – pergunto.
O Super-homem balança a cabeça afirmativamente.
Claro: Ele era virgem. Não podia imaginar que sua ejaculação, superaditivada, varasse o organismo da moça e arrancasse um pedaço do seu cérebro.
– Precisamos nos livrar do corpo, Clark – digo eu
– Eu não posso tocar nela – diz Super-homem e recomeça a chorar. Para um super-herói, ele chora muito, percebo. E também tem o pau pequeno, não posso deixar de notar.
Ligo para Alfred e peço para ele vir me encontrar com o saco de lixo.
– Obrigado, Bruce – diz ele.
– Superamigos são para essas coisas, Clark.
Lá fora, a noite de Metrópolis avança, cheia de criminosos. Mas hoje eles terão uma folga.

4 Respostas para “Batman e Super-Homem: A Aventura Final

  1. Em um filme do diretor Kevin Smith, chamado Barrados no Shopping (Mall Rats), que provavelmente o título ridículo se deve a presença da atriz Shannen Doherty, que fazia a Brenda na “clássica” série, um dos personagens principais, em um de seus vários diálogos clássicos, diz que Lois Lane jamais poderia ser a mãe dos filhos do Superhome, já que o bebe provavelmente mataria a mãe no primeiro chute. A única mulher com ventre resistente o suficiente seria a Mulher-Maravilha. Acompanhando esta curta trama, percebo que Lois teria sorte se chegasse a aguentar uma singela “porrinha de aço”. E ainda há quem acredite em tamanho…
    Abraços!

    P.S: Porque não uma história em conjunta do Batman com o neoclássico Frankie Brown, o detetive taxidermista? Acho que seria um passo natural, dado ao sucesso dos personagens ante o público.

    • Luiz:
      Eu pensei nisso, mas esbarrei no seguinte: Frankie Brown, o detetive taxidermista, é um personagem mais realista. Já os superheróis estão no domínio da fantasia. Tenho medo de tirar a estrutura de realidade que cerca Frankie Brown,que é o que lhe confere credibilidade – afinal, nada mais realista do que um taxidermista que atesta se as vítimas de um crime estão realmente mortas – , um homem que entende que a morte é como o voo de uma águia ao entardecer – só que não tem águia, não tem entardecer, você está apodrecendo e parou de respirar.
      Ademais, estou em negociações com Hollywood para tornar a personagem a estrela de um blockbuster de verão.
      Abração, Luiz
      Renzo

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