Vizinhos Pedem Que Borba Gato Seja Apagado Para Sempre

Antes

Depois (Representação Artística do Local, executada pelo Escritório de Arquitetura e Urbanismo Renzo Mora)

Neste sábado (27), às 20h30, cartões-postais do mundo todo apagarão suas luzes por uma hora em um ato simbólico contra o aquecimento global. Pelo menos 812 monumentos famosos, como a Torre Eiffel, em Paris, e o Portão de Brandenburgo, em Berlim, ficarão no escuro. O ato já conta com participação de 120 países.


Os paulistanos residentes nas proximidades de Santo Amaro, pegando carona no embalo, sugerem que o monumento erigido em memória de Borba Gato torne-se um marco pioneiro na defesa permanente do clima e seja apagado para sempre.
Ambientalistas, entretanto, desconfiam que seja apenas uma desculpa dos vizinhos para se livrarem do Bonecão – pelo menos durante a noite – e não uma atitude sincera em prol do planeta.
O Borba Gato, o Bagulho Maravilha, é produto do trabalho do modernista Júlio Guerra, e , segundo os críticos, marca “seu caráter sensível e humanista”, além, claro, de marcar a total e absoluta falta de intimidade de Júlio com as artes plásticas.

O Bonecão do Mal, como é carinhosamente conhecido, paira indiferente aos críticos de arte na avenida João Dias, com seus dez metros de altura compostos por um mosaico de pequenas pedras coloridas, ladrilhos e pastilhas, simbolizando a entrada do bandeirante no Bairro de Santo Amaro, qual fosse uma sinistra “Padaria Transformer”.
O olhar da figura está direcionado ao eixo noroeste, no sentido do caminho de entrada para o sertão, além de estar posicionada de costas para a Serra do Mar, de onde vinham os colonizadores, preservando até hoje uma visão privilegiada dos congestionamentos que vêm do centro.
O inspirador do bonecão, o Borba Gato original, era um assassino que se tornou bandeirante para fugir da polícia. Depois de matar o fidalgo castelhano Rodrigo de Castelo Branco, comprou sua liberdade de volta do governador Artur de Sá e Menezes, oferecendo suas descobertas nos ribeiros e serras de Sabará.
Pelo menos nosso caráter está bem representado.
Paulo César Peréio defendeu a escolha do “Bonecão do Mal” como a sétima maravilha do mundo, apoiado no comercial a seguir:

Apesar dos esforços do ator, o Bagulho Maravilha perdeu para uma das poucas estátuas mais feias que ele: O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

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