Perdemos o Glauco

Perder o Glauco já é uma tragédia.
Que ele e o filho tenham morrido em circunstâncias tão estúpidas, tão brutais, é multiplicar a tragédia.
Integrante do trio de ouro, com Angeli e Laerte (este, um dos poucos artistas brasileiros que podem ser chamados de gênio sem risco de exagero), Glauco sempre conseguia melhorar um pouco nossas manhãs.
E, só por isso, era o último a merecer encontrar seu fim de forma tão sem graça – não no sentido da comicidade, que seria absurdo falar disso nestas circunstâncias – mas no sentido mais amplo, de inspiração, benevolência.
Todos nós ficamos mais sem graça -também no sentido mais amplo – diante desta estupidez.
Update: Parece haver mais neste crime do um mero assalto, como divulgado na primeira hora.
Independente do que se descubra, das relações entre o cartunista e seu assassino, isso não diminui em nada sua importância e a falta que ele vai fazer.

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