Duelo de Titãs – Parte II

Para você, que precisa de mais elementos para se posicionar diante da guerra intelectual mais efervescente que o país já testemunhou – a batalha entre os gênios Bell Marques, líder da banda Chiclete com Banana, e o publicitário Nizan Guanaes, vai um exemplo da criatividade da DM9DDB, de Guanaes, em peça para o WWF. Sensibilidade, alguém?

Aliás, sobre Guanaes, circula na internet uma carta de Fábio Fernandes, da F/NAZCA , dizendo porque existe um ódio entre ambos.
“Acho que não é novidade para os mais próximos e os nem tão próximos que tenho diferenças profundas, quase religiosas, na visão sobre o que é e o que deve ser o negócio, o objetivo do trabalho, a missão, os processos, a forma e o conteúdo do produto final de uma agência de propaganda, em relação ao dito personagem – pra mim, uma caricatura de ser humano, dublê de político populista e novo-rico deslumbrado, comediante de frases de efeito repetidas à exaustão, arremedo de empresário antiético e criativo antiestético.” escreveu Fábio, complementando: “Naquele mesmo dia à tarde o Nizan me telefonou aqui na agência. Como eu não o atendi, deixou, literalmente, o seguinte recado com a Sueli: “Diga ao Fábio que ele é viado, frouxo, que ele me bate em público mas se ele for homem que telefone para mim!”…Disse também, mais tarde, em um jantar com pessoas que me conhecem que “Eu só não bati em Fábio Fernandes porque ele estava maquiado – e eu não bato em homem maquiado”. Para os que não entenderam o enigma (como eu, que fui perguntar a uma pessoa que o conhece) ele acha que eu… passo lápis nos olhos. Sim, acreditem. Alguém, inclusive, já o ouviu relatando que alguém lhe contou que uma certa vez (sic – o correto é “certa vez”), sob a chuva, o lápis dos meus olhos borrou e eu corri para colocar os óculos escuros….
Inacreditável, mas é a mais pura verdade. Foi a esse ponto que esse sujeito chegou.”
Engraçado o mundo da publicidade: Duas nulidades como essas acreditam que suas diferenças pessoais interessam – em ricos detalhes – ao resto do mundo. Vale notar que Fábio declara ter “diferenças profundas, quase religiosas, na visão sobre o que é e o que deve ser o negócio (da publicidade)”, Falar sobre diferenças “quase religiosas” em um ramo medíocre como a publicidade é quase tão engraçado quando discutir se cantor de Axé Music é careca ou não.
Ao ver essa história, lembro-me do seguinte: certa vez (e não “uma certa vez”, Fábio), um gari estava carregando um caminhão de lixo na minha frente e o saco arrebentou. Eu, no lugar dele, atiraria o saco no caminhão e ignoraria o resto. Ele não. Voltou e recolheu tudo o que estava no chão. Profissional raro, de primeira. Eu poderia dizer que se trata de um gênio da coleta de lixo, mas este ramo – ao contrário da literatura, da música, do cinema – não tem gênios.
A publicidade, muito menos.
Só para checar a teoria: se pudesse escolher viver em uma cidade onde os lixeiros fizessem dois dias de greve ou onde os publicitários entrassem em greve por um ano, em qual delas preferiria morar?

Mas, no caso de Guanaes e Fernandes só pode haver um posicionamento: ambos se odeiam. E, pela primeira vez, ambos parecem estar cobertos de razão…

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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