ET e Cicarelli

Que fim levou o programa que Daniela Cicarelli apresentava na Band? Aparentemente, morreu por falta de audiência.
Impossível não traçar um paralelo entre a carreira da modelo e apresentadora e a do recém-falecido Cláudio Chirinian, o comediante conhecido como ET.

Parece-me que ambos apostaram demais na aparência, deixando de cultivar qualquer talento alternativo que pudesse sustentar sua presença na mídia.
ET não cantava, não fazia stand up, não dançava, não era ator, não escrevia.
Era um rosto – assim como o de Daniela – excepcional.
Invadir a casa de celebridades classe B e acordá-las com uma buzina não é exatamente um talento que demonstre alto potencial artístico (e, para sermos justos, atentado violento contra o pudor em praia pública também não).
ET e Cicarelli são isso: imagens fora do convencional. Passado o impacto inicial provocado por sua visão, não há nada que impeça o espectador de mudar de canal.

Claro que Cicarelli ainda tem uma janela de uns cinco ou seis anos para arrumar um casamento milionário – alternativa que ET nunca teve (embora o comediante fosse mais simpático – não consigo imaginá-lo expulsando ninguém de sua festa de casamento, por exemplo).
Mas, na essência, são personagens que usaram apenas a aparência como alavanca e muleta e descobriram – da pior forma – que um rostinho diferente não garante o interesse do público por muito tempo. Aparentemente, nem mesmo o interesse de um marido…

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