Deu a Lógica: Martin Scorsese escala Leonardo DiCaprio para viver Frank Sinatra

A afinidade de Scorsese com DiCaprio prevaleceu e o ator viverá o papel de Frank Sinatra no novo trabalho do diretor, ainda sem data para início das filmagens.
O filme promete ser ambicioso: ao invés de focar em um determinado período da vida de Frank, a obra deve cobrir do nascimento até sua morte. E, sim, como já havia sido dito, a voz de Sinatra quando ele estiver cantando será dublada por… Frank Sinatra.
“Com todas aquelas gravações? Frank fará a parte de cantar. Mas o script ainda está sendo trabalhado” disse o diretor
DiCaprio fez um Howard Hughes muito bom em “O Aviador” e Scorsese entende de mafiosos e italianos – o que deve ajudar a compor o clima do filme. Não vá esperando um filme “chapa branca”. MInha aposta é de que Marty deve pegar pesado nas ligações de Frank com o crime organizado e suas ramificações com a eleição de JFK, entre outras polêmicas.
Mas, enfim, como dizem, italianos podem ser Bórgias ou Michelangelos. Sinatra conseguiu ser os dois.
E sem isso, não teria sido o cantor que foi.
E, como já escrevemos neste blog, se tudo mais der errado, pelo menos uma certeza podemos ter: Vai ser o filme com a melhor trilha sonora do mundo.

10 Respostas para “Deu a Lógica: Martin Scorsese escala Leonardo DiCaprio para viver Frank Sinatra

  1. Renzo, para começar:10,10,10,10,10,10,10,10,10,10,10,10,10, Enfim, 10 em TODOS os quesitos para escolha de Leonardo, EU estava torcendo por ele mesmo, pois além de já ter os olhos azuis, tem mais classe, elegancia e postura para fazer Sinatra..boa notícia..abraço

  2. Olá Renzo,
    Não era o meu preferido. Mas estou com você: com um diretor do nível do Scorcese tudo fica mais fácil. Talvez, nas mãos do diretor, o filme no geral encubra qualquer deslize do Titanic Caprio.
    Vamos aguardar também quem vai ser o Dean, o Sammy, a Ava e por aí vai…

    P.S. Achar uma “Ava Gardner” vai ser complicado…

    Abração,

    Sávio

  3. Há dois agravantes nessa história. Primeiro, Scorsese reduzir Frank Sinatra à Máfia, já que ele acha que entende do assunto, quando apenas decorou o gesto de dar tapinhas no rosto uns dos outros. Segundo, olhar desmanchado de Di Caprio, que adorou fazer o papel de viado naquele filme sobre Rimbaud. Olho azul não significa nada. O que vale é o que você faz com ele. Sinatra fuzilava, Di Caprio pede para ser fuzilado. Não vai dar certo.

    • Grande Nei:
      Estou otimista. O Scorsese nos deu duas obras primas – Taxi Driver e Touro Indomável. Claro, ele tinha o Robert DeNiro, mas o que é o DeNiro hoje, longe do diretor? Outro dia vi um filme com o DeNiro e o Pacino, um policialzinho de quinta categoria. Parece que o DeNiro perdeu o gosto pela profissão…
      Já o Scorsese – católico de carteirinha – parece que encontrou seu sacerdócio no cinema.
      Acende suas velas para Glauber Rocha, cujos filmes ajuda a restaurar, entre outros.
      Pode funcionar.
      Ele continua acreditando no cinema.
      Abraços, irmão
      Renzo

  4. Sorte do Scorsese e o De Niro que tem Renzo Mora como admirador. É o único motivo que me impede de dizer o que eu acho desses dois sujeitos, o cineassta que usa a história do cinema a seu favor (ele se coloca como herdeiro da linhagem dos gênios), e o ator que depois dos primeiros filmes repetiu suas caretas até a exaustão. Ops, falei. Desculpe.

    • Nei:
      Lembro de uma capa ótima da Esquire: “Robert DeNiro – Deus Não Estava Disponível”.
      DeNiro tinha dado o “Touro Indomável”, o “Taxi Driver”, o jovem Corleone e ainda merecia esse tipo de cartaz…
      Depois a chama apagou. O último filme de Brando “A Cartada Final” é triste não só por exibir toda a decadência de Brando mas por mostrar DeNiro definitivamente no piloto automático.
      Ficou na lembrança aquele cara assustador e brilhante que ficava falando com ele mesmo no espelho, em Taxi Driver (papel para o qual se preparou trabalhando como taxista por uns tempos).
      Depois disso, veio o careteiro que repete os mesmos truques.
      Scorsese tem sim um pouco disso de se achar o sucessor dos deuses do cinema.
      Mas, como nos ensinaram Hitchcock e o Kubrick, um pouco de magalomania não atrapalha um diretor.
      E quando os dois – DeNiro e Scorsese – se encontraram no auge, os deuses do cinema sorriram – talvez por uma das últimas vezes.
      Mas agora é tempo de Avatar e os deuses do cinema devem estar jogando tranca com os taxistas da esquina.
      Abração
      Renzo

  5. O Scorcese pode não ser sempre “tudo isso”, mas mesmo um filme menor seu põe a maior parte do que se produz em Hollywood no chão. Honestamente, depois que a apoteose de um artista chega, só lhe restam duas opções: morrer ou viver das glórias passadas. Essa segunda opção pode ser um perigo, tem gente que passa a cometer asneiras atrás de asneiras, mas ainda bem que o Scorcese tem muito sangue nas veias.

    Realmente o DeNiro, assim como o Pacino, sejamos francos, já teve dias melhores, mas ele ainda é capaz de brilhar. No filme Stardust ele tem um pequeno mas marcante papel de um pirata “delicado” que ajuda o protagonista. Pode não ser nem soar muito, mas deve ser uma de suas melhores interpretações na década passada. Sem exageros, o homem brinca.

    • Luiz:
      A triste verdade é que chega um momento em que todos nós viramos caricaturas do que fomos.
      A diferença é que alguns resistem um pouco mais.
      Abração
      Renzo

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