A Gente Não Está Tão Desesperado Assim…

“Quando seu nome vira sinônimo de piada, você vive no inferno. Barry Manilow vive no Inferno. Existem infernos piores do que o dele. Ele pode estacionar onde quiser. Pode comprar o que quiser e dar gorjetas absurdamente altas em restaurantes sem se preocupar. A danação, contudo, deve ter consequências mais extremas. E, como tal, ser Barry Manilow não é um parque de diversões… Ele suspeita de elogios. … Bob Dylan o parou em uma festa, abraçou-o com carinho e disse “Não pare o que você está fazendo, cara. Você é uma inspiração para todos nós.” Ele não sabia o que pensar daquilo…
Quando Barry Manilow conta uma piada de Barry Manilow, geralmente é essa: Um grande produtor encontra o embaixador da Etiópia e diz que vai reunir grandes estrelas para gravar uma canção e doar o dinheiro para amenizar o problema da fome no país. “Pense nisso” diz o produtor “Michael Jackson, Bruce Springsteen, Billy Joel, Barry Manilow…” o embaixador etíope o interrompe: “Barry Manilow? Ei, a gente não está tão desesperado assim”


O texto é do livro “Intimate Strangers – Comic Profiles and Indiscretions of the Very Famous”, escrito por Bill Zehme. Foi publicado originalmente na Rolling Stone americana, em Novembro de 1990.
Muita água passou por debaixo da ponte, desde então. Andrew Walker, da BBC News profiles unit, escreveu, em 2003:
“Críticos tem sentido enjoo com ele por décadas. Uma resenha do New York Times chamou suas canções de ‘queijo processado’. Mas, horror dos horrores, há sinais de que Manilow está em vias de se tornar – sussurre a palavra bem baixinho – cool
O bastão da credibilidade musical, Q Magazine, saudou seu recente álbum conceitual – isso mesmo, um álbum conceitual – Here at the Mayflower – afirmando “Só um idiota pode duvidar do seu talento” .
Como Gennaro Castaldo escreveu ‘gente que é kitsch pode, eventualmente, através da longevidade e de ser parodiado constantemente, alcançar o status de retro-cool’”
Mas esse post não é sobre Barry Manilow. Ou, pelo menos, não é só sobre ele.
Vejo o clipe “We Are The World – 25”, gravado em prol do Haiti.


A música, com sua boa vontade e boas intenções, é a mais chata já composta desde “Imagine”, de John Lennon.
E, no meio de um monte de desconhecidos, jurados de programas de calouros, vejo dois dos maiores patrimônios da música americana. Tony Bennett, que desde a morte de Sinatra ocupa o posto de maior cantor dos EUA.

Barbra Streisand.

E, ao lado deles, a filha de um dos autores da canção, Nicole Richie, cuja maior conquista artística é ter apresentado um show ao lado de Paris Hilton.


Barry Manilow não está entre os cantores convidados.
Mas, ao ver Nicole Richie ao seu lado, é bem capaz de Bennett ter pensado: “Nicole Richie? Ei, os haitianos não devem estar tão desesperados assim”

3 Respostas para “A Gente Não Está Tão Desesperado Assim…

  1. eles destruiram 50 anos com psicanálise,lsd e homossexualismo
    todos sairam do cú dos beatniks
    todos entraram para a klu klux klan
    os judeus,os negros e os homossexuais não foram destruídos
    os judeus,os negros e os homossexuais dominaram o mundo
    pensar é muito estranho,terrivelmente estranho
    eu não persegui ninguém
    mas sou perseguido por todos
    não é terrivelmente indescretível ser perseguido por todos?
    enquanto judeus,negros e homossexuais de brinquedo eram perseguidos pela bomba atõmica de plástico
    eu nascia escondido dentro de mim
    por que eles sabem tudo
    eles sabem tudo de mim

  2. Pingback: Richard Cheese Ajuda a Salvar o Mundo Através da Linguagem Universal da Música « Renzo Mora

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s