Exposição de Coolidge atrai milhões ao MOMA

A exposição de Cassius Marcellus “Kash” Coolidge ( 1844 – 1934), no Moma de Nova York, atraiu milhões de visitantes em sua abertura neste sábado. A presença de descendentes do pintor, ao lado da péssima ideia de levar descendentes de seus modelos, tumultuou a entrada e alguns visitantes foram mordidos. Houve um caso de assédio sexual, no qual um dos descendentes dos modelos de Coolidge mostrou um interesse além do razoável pela coxa de um dos visitantes, provocando constrangimento geral.

O curador do museu, James Files, escreveu no livro que abre a comemoração da exposição: “O poeta Ezra Pound disse uma vez: “Faça o novo”. Claro, ele também disse “Vai se fuder, filho de puta”, mas isso foi para um menino de rua que insistia em roubar seu chapéu e a frase acabou sendo esquecida. De qualquer forma, se o “Faça o Novo” dos modernistas constitui uma nova época ainda é motivo de debate. Mas devemos sempre ter em mente as palavras de Theodor Adorno:
“Modernidade é uma categoria qualitativa, não cronológica. Da mesma forma que não pode ser reduzida a um formato abstrato, com igual vigor ela deve virar as costas para a coerência convencional, a aparência de harmonia, a ordem corroborada meramente pela cópia” Adorno nos mostrou que a modernidade implica na rejeição da falsa racionalidade, da harmonia, da coerência. Além disso, nos legou novas formas de preparar sopas de aspargos, com o uso de Ajinomoto substituindo o sal.
As sopas ficavam uma merda e ninguém entendeu ao certo o que ele disse sobre modernidade – existem suspeitas de que o velho mestre estivesse bêbado quando falou em “coerência convencional”, talvez pelo fato dele ter proferido a frase deitado no chão abraçando uma garrafa vazia de Tubaína Uva.
Tudo isso nos remete à essa exposição da arte do Coolidge e sua coleção de cães jogando pôquer.


A vastidão da arte de Coolidge nos obrigou a colocar no porão do museu obras menores, tais como Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, e aqueles rabiscos escrotos do Jackson Pollock.
Foi ótimo: ninguém sentiu falta daquelas merdas e para mim elas podiam ficar no porão para sempre” finalizou o curador.

A exposição de Coolidge está programada para durar até 2027, quando parte da coleção deve excursionar para Paris, Londres e Ponta Porã.

3 Respostas para “Exposição de Coolidge atrai milhões ao MOMA

  1. Dizem que Coolidge jogava mesmo com cachorros e perdia. Como não tinha um puto, era obrigado pelos vencedores a retratá-los como chefões mafiosos. Todo cachorro bom de pôquer quer ser personagem do Mario Puzo.

  2. Outra versão – de credibilidade duvidosa – dá conta que ele tentou ensinar os cães a jogar pôquer. Apesar de seus esforços, o máximo que eles aprenderam foi uma versão rudimentar de rouba monte.
    Como o jogo era muito sem graça, Coolidge falsificou a cena, encenando o jogo de pôquer.
    Sua versão faz mais sentido, mas acho que nenhuma explicação pode ser descartada quando se fala na monumental obra coolidgeana.
    Abraços, irmão.
    Renzo

  3. Pessoas dedicadas à desconstrução de mitos radicalizam ainda mais: Coolidge seria um cachorro que atendia pelo nome de Rex, e era obrigado a pintar os amigos do dono que adoravam jogar pôquer. Só conseguia retratar o que ele, Rex, realmente enxergava e cheirava, seus colegas de poste e ração. Mas o dono, conhecido como Cool Edge, não desistia de seu intento e insistia. O resultado – uma galeria digna de constar no Cânone do Grande Canil – é o que está no Moma hoje. Confunde-se a autoria, mas quem se importa depois da descoberta de que Shakespeare era esquimó e penta-trisavô do Cauby Peixoto?

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