Richard Cheese Celebra o Rimming com Jazz

Richard Cheese está hoje entre meus artistas favoritos. Recebo seu novo CD, “OK Bartender”, e ele mantém o excelente nível de qualidade dos anteriores (neste mais recente, em particular, com a participação especial do guitarrista e vocalista John Pizzarelli).
Suas interpretações buscam “loungificar” ou “jazzificar”(escolham o neologismo menos ruim) as canções do rock e do rap.
Um dos destaques do novo álbum é a canção “My Neck, My Back”, a romântica criação da cantora Khia, onde ela canta “My Neck, my back, Lick my pussy and my crack… Don’t stop, just do, do it Then you roll your tongue, from the crack back to the front”.
Cheese já havia dado sua versão para a imortal criação do 2 Live Crew, a canção Me So Horny, que diz “You said it yourself. You like it like I do. Put your lips on my dick and suck my asshole too.”
Como o anilingus, uma prática considerada tabu, acabou incorporando-se ao cotidiano sexual dos americanos e chegou até os álbuns de Cheese?
Bem, não tenho todas as respostas, mas parte do sucesso da prática pode ter vindo da menção do ato no “The Starr Report”, o relatório do repulsivo Kenneth Starr sobre o caso entre Bill Clinton e Monica Lewinsky.
(Por que não? O brilhante
Christopher Hitchens, em seu ensaio sobre o fato da felação ter se tornado tão americana quanto a torta de maçã, publicado na Vanity Fair, coloca o filme Garganta Profunda como uma das peças que incentivaram a prática em toda a América. Obrigado, Linda Lovelace)
O relatório não deixa claro quem fez o que em quem, (eu aposto na Monica como executora. Moças mais roliças são muito bem resolvidas com sua oralidade), mas depois que a expressão chegou ao primeiro escalão do poder norte-americano, parece que liberou geral.
Melhor para a música de Cheese, que ganha um novo e rico tema para abordar em suas canções de amor.
Vão aí os clipes…

2 Respostas para “Richard Cheese Celebra o Rimming com Jazz

  1. Definitivamente Richard Cheese é uma arqueólogo do cotidiano, com um trabalho que parece mirar aquilo que, num primeiro momento, pode soar banal ou simplório aos ouvidos pouco preparados ou mesmo viciados em outros sons que não o da massa.

    Cheese resgata essas pequenas preciosidades do pop norte-americano e transforma o que seria, num primeiro momento, uma mera canção pop feita pra se degustar e esquecer em uma obra de caráter sincero e perene, como Caetano Veloso ao chamar Odair José para cantar ao seu lado “Eu Vou Tirar Você Desse Lugar”, sucesso do segundo. Onde tantos outros veriam um clássico trash, uma canção de “segunda”, esses mesmos malditos idiotas da obviedade que acreditam que “Tortura de Amor” é uma canção tola e exagerada, enquanto endeusam uma bobagem bossanovista como “O Barquinho” ou “O Pato”, música que, no máximo, serve para mostrar o talento meio parnasiano, meio midas de João Gilberto em transformar o comum, Caetano enxergou uma pequena jóia, que nos diz uma pequena verdade sobre nós mesmos e o ideal romântico.

    Assim é Cheese, um eruditíssimo explorador da poesia pop, mesmo que por vezes essa se mostre meio gauche.

    • Grande Luiz:
      Cheese, com seu tuxedo de pele de leopardo, é a grande esperança da música americana.
      Abração
      Renzo

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