Charles Bronson Mata o Futuro da Fotografia

Ninguém sabe de onde sairá o próximo Richard Avedon. Ou o próximo Robert Capa. Ou o próximo Sebastião Salgado a se aventurar pelo submundo da pobreza. Mas, onde quer que ele esteja, tudo o que ele precisa é de uma câmera.

Giggler, um rapaz pobre da periferia dos Estados Unidos, poderia ser um deles.

Poderia mergulhar na obra de Roland Barthes, buscando compreender a foto numa chave dialógica característica do estruturalismo, implicando a criação de conceitos tais como conotação e denotação, ou ainda obtuso e o óbvio, até o desenvolvimento do par studium/punctum, que não são mais polos entre os quais a Fotografia existe, mas estados da Fotografia: como studium, a Fotografia se exibe como objeto indiferente de estudo, enquanto a expressão punctum define a instauração de um fenômeno no qual sujeito e foto se afetam.

Mas nada disso ocorrerá porque Charles Bronson o assassinou friamente por causa de uma máquina fotográfica que ele nem queria.

Maldito Bronson.

Filme de Rodney Ascher, trazendo  Eric Andre em uma representação sensível e comovente do Giggler, o Henri-Cartier Bresson que nunca foi.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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