Eu, Luiz Alexandre e o Ponto G – – Uma discussão teórica, heterossexual e à distância, sem nenhum contato físico

Luiz Alexandre, do ótimo Mad Blog, me escreve para dar as últimas sobre sexo (ele sabe que na minha provecta idade as atualizações no assunto tem que vir dos amigos – e por escrito, em letras grandes…)

Luiz:

Falando em sexo Renzo, soube das novas?

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2010/01/04/ponto-nao-existe-afirmam-pesquisadores-britanicos-915452035.asp

(Segue a transcrição)

Ponto G não existe, afirmam pesquisadores britânicos

Publicada em 04/01/2010 às 10h06m
O GloboRIO – A busca pelo ponto G pode ter sido em vão. Quem afirma a novidade é um grupo de pesquisadores da King’s College London, na Inglatera, que acompanhou a vida sexual de mais de 1,8 mil britânicas para descobrir se a zona erógena realmente existe. Para os pesquisadores, não há evidências biológicas de que o ponto G exista e que tudo não passa de uma invenção cultural.

Acho que estamos livres!

Respondi o seguinte:

Não, Luiz.

Não estamos livres, estamos sendo desafiados.

Tal como na busca pelo Santo Graal, continuaremos visitando o sítio para novas buscas.

Eu mesmo serei um Indiana Jones da genitália feminina, em busca de segredos ocultos.

Só não prometo aparecer com o chapéu (o chicote é opcional e será usado em casos de demanda)

Abração, amigo

Renzo

Daí Luiz veio com o argumento definitivo:

Mas é justamente por isso que estamos livres.

Graças a esses supostos especialistas o tal Ponto G tornou-se um reducionista do ato. Como provavelmente diria Mario Quintana, essas pesquisas abrem o precedente de que o sexo pode ser como a vida: a conquista é o de menos, a felicidade está na viagem. Como alguém que, digamos, tem praticado muito pouca arqueologia, já li coisas a respeito deste sacro cálice que quase diminuiam o caminho por uma rota ou duas, embora aludissem para maneiras diferentes de fazê-lo, implicando em uma expedição que poderia beirar a burocracia, como num passeio por grutas com guia turístico. Pode ser muito legal se você não conhece muito sobre… escavações, mas trazia implicações tais na rota que abriam precedentes para uma suposta necessidade de equipamentos, “bússolas” e bugigangas que o Mercado, o falso-amigo dos prazeres, convenceu toda uma geração de que ele não só existia, mas que todos só seriam felizes se o alcançassem. E dá-lhe livros de kama sutra, vibradores, cremes, aumentadores penianos e outras quinquilharias.

A morte do Ponto G, Renzo, se num primeiro momento nos desafia, expande as possibilidades. Nos tempos em que a poesia de um Vinícius de Moraes foi substituída por um “Eu vou te comer em pé” do MC Catra como preliminar, a discussão sobre prazer pode voltar a ter contornos interessantes. Até porque a metáfora, a figura de linguagem mãe de tudo o que é Belo, está de volta.

Abraços pra você também.

Só me restou comentar:

Luiz:

Entrego os pontos: Você está com toda razão.

Agora não sei o que eu vou fazer com aquele GPS intra-uterino que eu comprei na Santa Efigênia…

Abração

Renzo

Não, José Carlos, fazer fom-fom não ajuda em nada. Tira a mão daí.

2 Respostas para “Eu, Luiz Alexandre e o Ponto G – – Uma discussão teórica, heterossexual e à distância, sem nenhum contato físico

  1. Renzo, muito obrigado por ter cedido espaço para o nosso diálogo. Sempre bom saber que mais alguém encontra relevância nessa recente descoberta científica, além de algum valor no meu discurso.
    Abraço!

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