Álbuns Delicados

Notícia: A revista norte-americana Out, voltada para o público gay, colocou o clássico de David Bowie “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars” no topo de sua lista dos discos mais gays de todos os tempos, deixando para trás os Smiths, Judy Garland, Tracy Chapman e Elton John.

Segue a lista da OUT:

1 – The Rise And Fall Of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars – David Bowie

2 – The Smiths – The Smiths

3 – Tracy Chapman – Tracy Chapman

4 – Indigo Girls – Indigo Girls

5 – Judy at Carnegie Hall – Judy Garland

6 – The Queen Is Dead – The Smiths

7 – Goodbye Yellow Brick Road – Elton John

8 – The Immaculate Collection – Madonna

9 – She’s So Unusual – Cindy Lauper

10 – I am a Bird Now – Antony and the Johnsons

11 – Trilha sonora de Rock, Amor e Traição – Vários

12 – The Velvet Underground & Nico – The Velvet Underground & Nico

13 – Dilate – Ani DiFranco

14 – The Innocents – Erasure

15 – Faith – George Michael

16 – A Night at The Opera – Queen

17 – Transformer – Lou Reed

18 – Listen Without Prejudice – George Michael

19 – The B-52’s – The B-52’s

20 – A Day At The Races – Queen

Bem, eu consigo imaginar álbuns muito mais gays que os expostos.

Vão lá:

Jose Angel, Madre Soy Cristiano Homosexual (Jose, se você não dissesse eu jamais desconfiaria)

Strangers In The Night, Liberace (porque nada diz “heterossexualidade” como um paletó vermelho com paetês)

Up, Right Said Fred (Eu sou sexy demais para esta lista…)

The Ministers Quartet – Let Me Touch Him (Ou – O quarteto de ministros evangélicos – deixe-me tocá-lo – e traumatizá-lo para o resto da vida)

Markinhos Moura, Meu Mel (se uma bichinha de olhar melancólico  vestida de duende na capa não te fizer levar um disco para casa, nada mais fará)

At Play With The Playmates (porque às vezes uma carona é mais do que uma carona…)

Wagner Montes, Ao Meu Pai Me Use Abuse (incesto e viadagem no mesmo pacote)

O Grupo Absyntho, no álbum que revelava ao mundo, simultaneamente, tanto o vocalista Silvinho quanto o Ursinho Blau Blau

ManOwar, Antologia (alguém podia diminuir a temperatura da sauna. Eu acabei de sair do cabelereiro…)

Locomia, não por coincidência um dos grupos favoritos de Gugu Liberato

Let Her In, John Travolta (sim, John, deixa ela entrar. Mas antes tira o rímel)

La Fiesta del Topo Gigio (como se o roedor italiano enganasse alguém…)

Tino, Por Primera Vez (e algo me diz que não será a última)

A Galeria Do Amor, de Agnaldo Timóteo (sim, lá mesmo onde gente que é gente se entende)

5 Respostas para “Álbuns Delicados

  1. Excelente seleção, Renzo. O Manowar é um caso especial, porque até hoje eles tentam fixar uma imagem de machões, reforçando estereótipos de macheza no metal, coisa que o Rob Halford, muito mais talentoso, já provou que é mentira, e demonstrações públicas de “pegação”, tanto que ao vivo els beijam fãs na platéia e um deles ainda o faz girando no ar (como se homens héteros fossem chegados a essas firulas) e declarações dignas de um Alexandre Frota, como se isso fosse negar essa aura cor de rosa no melhor estilo “Barbie vai a academia” que sempre iluminou a banda. Claramente uma banda que nunca enganou ninguém mas que há quase trinta anos continua tentando manter uma certa pose.

    • Grande Luiz:
      Se o ManOwar pensa que enganou alguém, foram eles mesmos, achando que dava para enganar alguém.
      Abração e sou fã do Zagarino.
      Renzo

  2. The Velvet Underground & Nico na lista com certeza é por causa da banana na capa (enquanto objeto fálico), se bem que a voz de Nico, para um desavisado, pode passar como a de um macho e o Lou Reed é bastante afetado quando canta.

    *

    Agora, vendo aquelas três esquisitões grudados daquele jeito na lambretinha, impossível não lembrar de uma fina iguaria da cultura baiana: temos cá neste rincão uns trios de uma espécie musical chamada ‘arrocha’ (n me peça explicações; tenho vergonha de saber essas coisas) em que três homens, invariavelmente com barrigas proeminentes, fazem trenzinho bem agarradinho e saem rebolando engatados (e é isso mesmo…) em cima de um palco pra delírio da patuléia. Deixa a revista Out ver isso.

    abraço e vida longa!

    • Person:
      Obrigado pela indicação no twitter. A resposta foi ótima em termos de acessos. Agora, essas informações do tipo “Arrocha” entram na mente sem pedir licença e não admitem repressões freudianas.
      Só com a sua menção comecei a pensar no Genival Lacerda. E ele está dançando. Nu. No meu quarto.
      Abração

      Renzo

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