O Que Talvez Faltasse Falar Sobre Inglourious Basterds – os dois Cristophers

Grande Filme. Meio longo, mas vale cada centavo da entrada e cada minuto de seu tempo. Grandes cenas.

Tudo isso você já ouviu – e eu concordo com tudo.

Mas o que (acho) ninguém comentou é que Tarantino reinventou um de seus melhores vilões.

Em True Romance – Amor à Queima-Roupa, Christopher Walken era Vincenzo Coccotti, um vilão que se tornava gradativamente mais aterrorizante quanto mais parecia estar controlado.

Em True Romance, Tarantino redigiu uma cena definitiva, que usa dados pretensamente históricos para efeito de intimidação ou provocação – na essência, um duelo entre dois personagens: um que quer informações (Walken), outro que tem a obrigação de escondê-las (Dennis Hopper).

Esta cena dialoga  diretamente com o  início dos Bastardos Inglórios.

Christoph Waltz retoma o posto do vilão em busca de informações  honrando o nome “Cristopher”.

Do momento em que ele entra em cena, para conversar com o fazendeiro interpretado por Denis Menochet, é como se estivéssemos revendo a “cena siciliana”.

Será mera coincidência o fato de novamente termos um Cristovão contra um Denis?

Quanto mais controlado e atencioso Waltz parece, mais ameaçador ele se torna.

Waltz, que é austríaco, rouba o filme desde o início, fazendo de todos os demais atores – até Brad Pitt – seus coadjuvantes.

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Uma resposta para “O Que Talvez Faltasse Falar Sobre Inglourious Basterds – os dois Cristophers

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