O Anjo

Na capa da Vanity Fair, uma das visões mais bonitas que um homem pode experimentar: Farrah Fawcett, jovem, seminua, sorrindo.
Eu sei porque experimentei a sensação de vê-la em 1976 ou 1977, quando a Globo começou a exibir “As Panteras” (Charlie’s Angels. Os anjos de Charlie) e nunca me recuperei totalmente.

Com meus quinze anos, era uma visão de tirar o fôlego (O compositor Fausto Fawcett, cinco anos mais velho que eu, escolheu seu “sobrenome” artístico em homenagem à atriz. Cara, eu te entendo perfeitamente. Eu estava lá. Também era um adolescente na década de 1970…)

Claro, havia na escola meninas arrumadinhas, mães de colegas vagamente interessantes, algumas professoras ligeiramente atraentes, mas a sensação era de comparar um Maverick com um Jaguar.
Farrah estabelecia outro padrão para toda uma geração de adolescentes. Aquele cabelo. Aquele pôster de maiô vermelho.

Claro, algum tempo depois, em meus anos de Colégio Agostiniano, encontrei a “minha” Farrah.
Chama-se Cassia Bernardete. Minhas chances com ela eram muito semelhantes as minhas chances com a Farrah original: zero.
Ela era ótima, ficamos amigos (a forma mais simpática de interditar em definitivo qualquer possibilidade de romance – mas, vamos ser francos, eu não tinha nenhuma chance de qualquer maneira).
As meninas excepcionalmente bonitas da escola namoram aqueles detestáveis caras mais velhos, que têm carros, que (na minha época) não precisavam fumar escondidos – e, que, desconfio, repetiam de ano não apenas por serem burros, mas para minar em definitivo nossas chances com as Cassias que cruzam prematuramente o nosso destino.
Não vejo Cassia há mais de 30 anos. Farrah começou a desaparecer mais ou menos na mesma época, para sumir definitivamente em 2009.
Mas percebo que todas as minhas escolhas (vá lá) afetivas (até meu casamento) foram influenciadas pela visão dessas duas.

Requiescat in pace, angelus.

2 Respostas para “O Anjo

  1. Renzo, acho que aqueles que conheceram a Gil, no seriado As Panteras dos anos 70 viram a expressão da beleza, lembro das mulheres tentando imitar aquele cabelos qu pareciam estar sempre ao vento, linda e maravilhosa, acho que depois de Farrah, o meu gosto pela beleza das mulheres ficou mais refinado, ainda bem que eu somente tinha 12 anos na época do seriado e ainda não namorava, obrigado Farrah Fawcett.

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