Esse Teu Olhar, Quando Encontra o Meu, Fala de Umas Coisas…

OK, não podemos, como os países civilizados, avaliar nossos políticos de acordo com os critérios de interesse pelo cidadão, dedicação à coisa pública, ideais republicanos.
Resta-nos, como toda boa Banana Republic, avaliá-los pelo potencial de entretenimento.
E, nesse ponto, ninguém supera o bom e velho Fernando Collor.
Hoje já sabemos que o governo Collor foi tão honesto quanto o governo Lula. Mas, em termos de diversão, ninguém supera esta personagem nelsonrodrigueana que é o Collor, o Palhares das Alagoas, com seus conflitos familiares, a história com a mulher do irmão, a macumba básica…

“Tereza da Praia, não é de ninguém…” (Dick Farney e Lúcio Alves, canção de Antônio Carlos Brasileiro)

Que a história tenha colocado Lula, Sarney e Collor do mesmo lado, mais que uma ironia, é outra fonte de diversão.

Na falta de pão, circo para todos.

8 Respostas para “Esse Teu Olhar, Quando Encontra o Meu, Fala de Umas Coisas…

  1. Renzo,

    Vi os 35 minutos que ambos gravaram e é realmente magnífico, fico imaginado como teria sido o filme concluído. Pena Marilyn nessa época estar passando por problemas complicados.
    Tenho muita pena da atriz, já li algumas biografias sobre Marilyn e cada vez mais me apaixono por ela.
    Se você tiver oportunidade não deixe de ler “A Deusa – As vidas Secretas de Marilyn Monroe” é a melhor biografia existente. Inclusive Tom Hanks está para lançar um longa para o cinema baseado nessa obra biográfica.
    Bjao

  2. Lembro que voltamos da pescaria depois de alguns dias no meio do mato, sem nenhum contato com o mundo civilizado. Chegando, meu pai foi até o centro da cidade saber das novidades e voltou furioso.
    – Como que tu não me avisaste que a Marilyn tinha morrido? disse ele para minha mãe.
    Ao que a brava senhora do pampa respondeu, com sua calma habitual:
    – Era o que me faltava. Comunicar a morte da pinguancha e ainda ver o marido colocando luto.

    • Grande Nei:
      Lembro daquele cara desconhecido que foi ao enterro do
      Roger Vadim. Perguntaram quem ele era e o cara respondeu: “E precisa ser alguém para chorar a morte de um homem que dormiu com Jane Fonda, Brigitte Bardot e Catherine Deneuve?”.
      É a mesma coisa: para enlutar da Marilyn basta ser homem.
      Quando morre uma diva como ela, todos nós ficamos um pouco viúvos.
      Abração
      Renzo

  3. É esse livro mesmo que li de A. Summers
    Alias, ja li 4 vezes e sempre descubro coisas novas que deixei passar batido. A biografia de A. Summers é meu livro de ouro…

    • Pois é, depois que te mandei a indicação vi que era o mesmo livro. Não sabia que tinha saído em português. Muito bom.
      Veja só: até hoje há quem duvide do suícidio da Marilyn, mas lendo esse livro, conhecendo o histórico de loucura dela e da mãe, não há como duvidar do que aconteceu.
      Nas semanas que antecederam sua morte, pelo menos dois caras cogitaram em casar com ela para (vá lá) “salvá-la”: Um era o maior cantor do mundo, um senhor chamado Francis Albert Sinatra; e o outro era o maior ator do mundo, um certo Sr. Marlon Brando.
      Duvido que algum deles conseguisse tirá-la do abismo – nem se adiariam uma morte anunciada.
      Se nem a devoção maníaca do Joe DiMaggio fez efeito…
      + Curiosidade nada a ver: Ao morrer, em 1999, as últimas palavras de Joe foram: “Até que enfim vou encontrar com Marilyn”
      Bjos

      Renzo

  4. Renzo: tanto é verdade o que dizes que a concorrência chiou. Marilyn era, além de tudo, tremenda atriz. Sir Lawrence Olivier esnobou-a nas filmagens, mas Marilyn engoliu o shakespereano em cena. Seu papel dramático em Os Desajustados, de John Huston, sua deliciosa ingênua de Quanto mai quente melhor, sua fulgurante descida das escadas (a melhor , a mais longa e mais inesquecível descida das escadas de todas as épocas de ouro da Sétima Arte, que tinha como reforço ainda por cima a Jane Russel!) em Os Homens Preferem as Louras até hoje arrasa quarteirões. Ela era demais para os caras que a vampirizaram e mataram. Marilyn é a prova de que a verdadeira beleza tem tudo a ver com o grande talento. Cada dia ela está melhor, mais bela, mais irresistível.

    • Curiosidade Nada a Ver: Em Quanto Mais Quente Melhor ela ficava passando a mão no “órgão viril” de Tony Curtis para desconcentrá-lo nas cenas. Como é de se supor, funcionava.
      Curtis mais tarde disse que beijar a Marilyn era como beijar Hitler.
      Sei não, mas eu acho que a Marilyn devia ser melhor.
      Abração
      Renzo

  5. Essa beleza brejeira de Tereza… É espeto! É espeto! (um mário de andrade mal-ajambrado encontra um nelson rodrigues raquítico e, já que tem macumba na parada, tudo sob as bençãos cheias de picardia de jorge amado)

    p.s.: parabéns pela sensível cobertura da morte dos anões lutadores! hehe

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