O que acontece quando se soma “Fuscão Preto”, de Almir Rogério, com “Christine, o Carro Assassino” de Stephen King e uma pitada de “Encurralado” de Stephen Spielberg – Aviso: Não é Coisa Boa…

Ao fornecer elementos para a investigação do assassinato dos anões lutadores, o jornalista  Nei Duclós traz a coisa mais bizarra que eu já assisti.
Como em Thriller, do falecido rei do pop, a música jovem encontra o terror nesta pérola do grupo Megarex intitulada “El Fuca Vermejo No Mi Atropellará Jamás”, em que se ouvem os versos:

“El fuca vermejo (con el son alto pra caraho)
El fuca vermejo (de onde diablos saliu este carro?)
El fuca vermejo no mi atropellará…
La maquina assassina tentou matar me la noche intera
Otros transeúntes foran perseguidos da mesma manera”

Lamentavelmente, o  fuca vermejo falhou em suas tentativas de matar o roqueiro e ele sobreviveu para registrar o fato em forma de canção.

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11 Respostas para “O que acontece quando se soma “Fuscão Preto”, de Almir Rogério, com “Christine, o Carro Assassino” de Stephen King e uma pitada de “Encurralado” de Stephen Spielberg – Aviso: Não é Coisa Boa…

  1. Mas, aparentemente, não falhou em sua tentativa de ceifar prematuramente as vidas dos miniluchadores. Creio, contudo, que, com a menção de “Christine”, de Stephen King, vossa senhoria desvendou o vínculo entre as múltiplas tramas paralelas que relacionamos com o mistério dos anões assassinados: talvez a sociedade underground de apreciadores de prostituição geriátrica tenha contratado Lorenzo Llamas (que, convenhamos, deve estar precisando do dinheiro) para eliminar os intrusos, achando que a aparente experiência do mancebo com as artes marciais o qualificaria para a tarefa. Llamas, cuja falta de princípios evidenciada por suas “escolhas artísticas” ainda não havia descido ao nível de torpeza necessário para assassinar anões por dinheiro, a princípio recusou a oferta.

    Tudo mudou quando Lorenzo, forçado pela carreira duvidosa a trocar seu carro por um modelo menos luxuoso, acaba “batendo rolo” em um fusca vermelho semi-novo. Mal sabia ele que o fusca pertenceu, tempos atrás, a um jovem Joe Jackson, que explorava os talentos musicais de seus rebentos à exaustão. Os vestígios psíquicos negativos do passado sombrio permanecem no veículo, e, catalisados pelo espírito vingativo de Michael Jackson e pelos poderes da “Tia” nas artes esotéricas, acabam operando uma gradual transformação na personalidade do astro de filmes de ação DTV, tornando-o malévolo e rancoroso e levando-o a aceitar a proposta indecente dos amantes de velhinhas.

    Resta saber como o Fuca Vermejo foi utilizado no crime, posto que Spectrito e La Parkita foram, aparentemente, vítimas de uma overdose. Mas tudo começa a fazer sentido.

    • Kurt:
      Só há uma forma de desatar esse nó:
      Checar os tapes de segurança do hotel e ver se, em algum momento (ainda que em clara violação das leis de segurança mexicanas que versam sobre o uso deste tipo de transporte vertical) as câmeras mostram um fusca vermelho dentro do elevador, acompanhado de uma ator classe B usando rabo de cavalo e trazendo nas mãos um frasco de colírio.
      Se sim, o caso está encerrado.
      Se não, devemos ponderar se – como o BMW de James Bond no último (e pior) filme de Pierce Brosnan – o fusca tem algum aparato de invisibilidade.
      Qual as teias de aranha no orifício vaginal da Tia, as ramificações parecem infinitas, multiplicando-se para todos os lados.
      Renzo

      • As coisas não são assim tão simples, ilustre amigo. O problema é se o fusca, influenciado pelo Bond mais realista dos filmes com Daniel Craig, tiver optado por subir pelas escadarias. Ademais, corre o boato, que na Cidade do México, atores classe B com rabo-de-cavalo e carregando frascos de substâncias químicas são lugar-comum. Essa história ameaça render um catatau do naipe de “American Tabloid” e “The Cold Six Thousand”.

        But we will not quit. This is Kurt Breichen. There is no fate but what we make.

        Ehhh… Minha fixação inexcusável por “Terminator Salvation” está começando a afetar minha “técnica de redação”.

        Abraço,

        Kurt

      • Kurt:
        Depois de te ler eu cai “na real”: De fato, buscar um ator classe B e com rabo de cavalo no México é como buscar uma mulher bonita em Porto Alegre: Basta sair na rua para tropeçar em milhares.
        PS – Vc que é fã do James Ellroy, já leu o MEUS LUGARES ESCUROS, onde ele investiga a morte da mãe? Muito bom.
        Abração
        El Mora

  2. Yo sabia que los emeritos especialistas em very hardnews bizarres iriam se deslumbrar com esta pérola, que lança luzes sobre el misterioso assassinato dos anões luchadores mejicanos. Solo resta saber de donde vino. Y también quantas Tias viejas caben en un fuca vermejo?

  3. Renzo, não costuma dizer que sou “fã” de ninguém, pois o termo geralmente implica uma falta de senso-crítico em relação ao objeto de veneração. Mas sou fã do Ellroy e considero o homem um dos melhores (senão “o” melhor) escritores americanos em atividade. Já li tudo dele, até aqueles livros meio chuengas do início da carreira (como a trilogia de Lloyd Hopkins e “Clandestine”). Acho “Meus Lugares Escuros” brilhante, o melhor romance policial de não-ficção desde “A Sangue Frio” do Capote. Poucas vezes vi um escritor enfrentar de forma tão direta, honesta e pública um trauma que o assombrou durante toda a vida e, obviamente, influenciou toda sua obra. E a prosa do homem é ímpar. É um dos poucos que conseguem ser “badass” sem ser trogloditas (o único outro caso que me vem à mente é o falecido Eddie Little, de quem aquele picareta do James Frey roubou e trivializou todas as idéias). Lamentável que o homem tenha caído num barril de uísque e anfetaminas de novo e só agora vai publicar a conclusão da trilogia “Underworld USA”.

    Grande abraço,

    Kurt

    • Kurt:
      Concordo com tudo – inclusive sobre a trilogia inicial que antecedia a Dália Negra, que também li.
      Meu único problema com o Ellroy é extra-literário: É o fato dele não gostar de outro dos meus ídolos, o Raymond Chandler, que ele acha “sentimentalóide”.
      Dois bicudos não se beijam mesmo…
      Renzo

      • A princípio, a atitude dele também me irritava. Chandler é apenas o caso mais chocante – ele também já esculachou Elmore Leonard e Tarantino (cujo trabalho, em seu entender, “ain’t worth a shit”), entre outros.

        Suspeito, porém, que isso seja só marketing do Ellroy. Já li, por exemplo (não recordo onde; foi “on teh internets”) um relato, bastante verossímil, de um fã que compareceu a uma sessão de autógrafos e conversou com ele (que, teria sido bastante simpático, ao contrário da imagem de misantropo raivoso que ele gosta de passar) sobre Elmore Leonard. Ellroy, segundo a história, teria dito que acha os livros de Leonard bastante divertidos como escapismo, gosta bastante do senso de humor do escritor e achou tolice ele apoiar o filme “O Nome do Jogo”, que, em sua opinião, é uma versão “aguada” da obra. Já li uma entrevista com o próprio Ellroy em que ele admite que às vezes tem uma atitude e um senso de humor meio adolescentes e hiperbólicos mesmo (mais ou menos como dizer que TODAS as pessoas que atribuem algum valor à obra de Marx são retardadas, de modo que entendo o ponto de vista do rapaz). Enfim, acho que não vale à pena levar muito a sério o que ele diz fora dos livros.

      • Kurt:
        Acho que é isso aí: Ele incorpora a personagem do “Mad Dog” das letras e isso faz parte do show dele.
        Bobagem pq, quem escreve como ele, não precisava inventar essa persona raivosa para se destacar…
        Abração
        Renzo

  4. E não sei por que minha resposta apareceu antes de sua pergunta. Será que a nefasta influência de Lorenzo Llamas, “A Tia”, o espírito vingativo de Michael Jackson e o fusca vermelho está se estendendo ao cyberspace? Ou será que cliquei “responder” no link errado? Como aquele pessoal da conspiração do 11/9, até que fique comprovado que a hipótese mais improvável não é verdade, vou presumir que é, e culpar o quarteto sinistro.

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