Kurt Breichen, Jason Stone e – last but not least – Freitas Junior entram no caso dos anões mexicanos

Quando eu pensava ser o único brasileiro acompanhando a morte dos anões mexicanos, surgem os senhores Kurt Breichen, Jason Stone e – last but not least – Freitas Junior trazendo importantes contribuições para o esclarecimento dos fatos.
Breichen levanta pontos importantes: Por que os caixões desnecessariamente espaçosos? Qual o segredo por trás da longevidade profissional de “A Tia”? Haveria uma terceira sexoservidora na cena do crime? Será que há um nexo entre o crime e a morte de Michael Jackson? E como se encaixa Lorenzo Llamas nessa história? “Acho que estamos começando a percorrer a longa e tortuosa estrada rumo à verdade. Serei o James Ellroy dos trópicos” complementa o Sr. Breichen.
Dr.Freitas Júnior acrescenta: “Renzo, não se julgue o único interessado no caso, você não está só, como advogado começo a fazer uma investigação paralela sobre o homicídio, primeiramente vejo com desconfiança o tamanho dos caixões de defunto nas fotos, pois são bem maiores que o anão que ali deveria estar, neles cabem no mínimo uns quatro anões por caixão”
Aprofundando os dados lançados por Freitas, Jason Stone diz: “Caro Renzo, permita-me concordar com o advogado Freitas Junior, que defende a tese dos caixões superlativos. Além do mais, tenho conhecimento que com morte súbita a tendência do cadáver é a de falecer em estado de alerta, quero dizer, com o bimbo ereto! Será que tiveram de cortar os membros, para que coubessem nos caixões… Ou enterraram os anões de pé…”
Como acredito que o caso dos anões deve ser investigado com o máximo de transparência, disponibilizo para o público e para a polícia mexicana algumas de minhas teorias.
Bem, para início dos trabalhos, Permitam-me discordar da noção equivocada de que anões possuem membros viris desproporcionalmente grandes.
Estudos do Centro de Antropologia da Faculdade da Carolina do Norte mostram que os membros de anões tendem à normalidade – a impressão de tamanho maior é conferida pela comparação com os demais membros, estes sim menores (Midget’s bimbos – Biological Anthropology of the Small Penis Anthropology, 1994, North Carolina University).
Trata-se de uma mera ilusão de ótica.
Creio que o tamanho dos caixões possa ser resultado de uma campanha de marketing da funerária, tipo compre um leve dois.
Nestes casos, tendem a amiudar-se as opções de modelos.
Resta explorar o significado oculto e cabalístico de dois cidadãos que nascem e morrem no mesmo dia. As chances de isso acontecer são menores do que as de levar a quina acumulada. Se a Tia for uma ocultista isso sim pode ter um significado místico e talvez relacionar-se com a origem da gripe suína (México) ou, como quer o Sr. Breichen, com a morte extemporânea de Michael Jackson (ou mesmo com a estranha sobrevivência da carreira de Lorenzo Llamas)
Quanto ao segredo da longevidade da “Tia” na competitiva profissão de sexoservidora, me parece meio óbvio: hectolitros de tequila.
¡Salud muchachos!
El Renzo Mora

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5 Respostas para “Kurt Breichen, Jason Stone e – last but not least – Freitas Junior entram no caso dos anões mexicanos

  1. Señor Renzo,

    Sua colocação sobre a longevidade profissional da Tia ainda não me convenceu inteiramente: será que há, de fato, tanta tequila no México? Existe, entretanto, outra hipotése a se considerar. Meu ex-chefe explicava que, nos tempos em que serviu ao exército e ia à casa de tolerância mais próxima do quartel, contratava sempre os serviços da profissional menos formosa do recinto. “Não havia competição”, aduziu ele, fundamentando tal metodologia, “saía mais barato e eu não corria risco de contrair doenças venéreas, pois ninguém queria pegar a moça. Bom demais!”. Será que os saudosos anões eram adeptos de tal filosofia e decobriram, da pior maneira possível, que o barato, às vezes, sai caro demais? Isso não explica, ainda, a ligação do caso com Llamas ou a morte de Michael Jackson. A gripe suína (mais um fator a ser considerado na investigação desse mistério), contudo, robustece as possibilidades de contribuição de um elemento esotérico para a consumação do crime, o que traz mais um suspeito ao caso: Walter Mercado.

    Há um sórdido elenco de personagens envolvidos nessa trama, meu caro. Receio que a coisa esteja ficando noir demais. Mas nós não descansaremos enquanto a verdade não vier à tona.

    Abraço,

    Kurt

  2. Kurt:
    Embora eu seja pessoalmente um fulano secular e pouco ligado a ritos e superstições, tenho um amigo que afirma que “fazer amor” com mulheres “pouco beneficiadas pela estética” teria um efeito purificador sobre o Karma (“tira a zica”, explicava ele).
    Outra consideração é que a prostituição parece ser um dos poucos territórios profissionais nos quais a inexperiência é valorizada.
    Nos anúncios de moças de aluguel nos jornais, é comum encontrar a expressão “iniciante”.
    Caro Kurt: Você gostaria que seu cirurgião cardiologista fosse iniciante? Ou mesmo seu cabeleireiro?
    É nessa que eu acho que a Tia garante seu espaço: no mínimo 56 anos de experiência naquilo que os esnobes chamam de “metiê”.
    Deve ser por aí, já que as fotos da veterana profissional não mostram nada de excepcional.
    Renzo

  3. Nei:

    Neste ponto das investigações, nenhum suspeito pode ser descartado. As questões que temos que indagar são: quem estaria por trás da direção do fusca vermelho (minha teoria: Lorenzo Llamas – em determinado momento [0:53], podemos o que parece ser um rabo-de-cavalo ou mullet repousando sobre o recosto do assento de motorista) e há testemunhas que possam ligar o referido veículo automotor à cena do crime?

    Renzo,

    Adoto uma visão de mundo igualmente materialista, mas admito que, para quem é mais afeito ao que gosto de chamar pelo eufemismo de “urucubaca de hippie”, a idéia de tirar a zica mediante conjunção carnal de cunho filantrópico pode fazer sentido. Duvido, porém, que os falecidos fossem adeptos de tal filosofia. Afinal, ser um luchador verticalmente desafiado (para usar a terminologia politicamente correta) já me parece expiação de karma suficiente.

    Suas considerações sobre o “diferencial” da “Tia”, por outro lado, fazem sentido, e nos conduzem a uma hipótese que torna a trama ainda mais bizantina: haveria um circuito underground de entusiastas do amor mediante remuneração que colocam a experiência das profissionais em primeiro lugar (a exemplo da suposta lenda urbana sobre o mercado oculto de snuff films)? Em caso afirmativo, teriam os anões sido alvo de uma execução, em razão de terem invadido o âmbito de atuação dessa sociedade secreta?

    Abraço,

    Kurt

    • Kurt:
      Estamos evoluindo (ao contrário das falecidas vítimas) a passos largos.
      Que existe o tal circuito underground não há dúvidas: a própria existência da Tia é a confirmação.
      Voltamos à tese econômica de que o aumento de demanda gera escassez do serviço e/ou aumento de preço.
      Ao atrair novos clientes,os serviços da Tia seguramente sofreriam um dos efeitos acima descritos, o que pode ter enfurecido os formadores do tal circuito underground.
      “Siga o dinheiro” diziam os investigadores.
      Estamos chegando lá.
      Renzo

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