Bob Jeff, O Adorável Trapalhão

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12/05/2009 – 09h47
Roberto Jefferson diz acreditar que Lula não sabia do mensalão;
da Folha Online

Autor das denúncias do mensalão –caixa dois eleitoral e compra de votos de aliados–, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sabia do esquema antes de ser denunciado. A declaração foi dada durante a gravação do “É Notícia”, exibido pela RedeTV! e apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha de S. Paulo e colunista da Folha Online.

Bob Jeff é uma das figuras mais estranhas do planeta.

Cantor de óperas (péssimo), ex-troglodita (como ele mesmo se define), foi autor da denúncia bomba que quase detonou o governo Lula (o mensalão) e fez o discurso no qual expulsava José Dirceu da vida pública (tks, Bob).
Sua frase famosa, dirigida a Dirceu, “Vossa excelência provoca em mim os instintos mais primitivos”, até hoje me parece carregada de uma involuntária carga homoerótica, de alguém
prestes a rasgar as próprias vestes e beijar apaixonadamente o outro.
O talento histriônico de Jeff vem do tempo em que ele era o advogado dos pobres no SBT, em 1982, com o inesquecível programa “O Povo na TV”, atração ao vivo onde se combinavam quadros de auditório (geralmente dramas de pessoas comuns) e reportagens sensacionalistas, com apresentadores tais como Wagner Montes e Sérgio Mallandro.
Roberto Lemgruber era o místico que promovia curas ao vivo e o programa era encerrado com uma “Ave Maria” puxada por um contrito Wilton Franco (vai promover o sincretismo religioso assim na casa do cacete)
A direção  da atração era de
Wilton Franco, que acumulava como apresentador, e que já tinha dirigido – entre outras coisas –  (ironicamente) “Essa Gente Inocente” e “Os Trapalhões”, que foram lançados na TV Tupi e mais tarde migraram para a Rede Globo de Televisão.

Em outras palavras, a presença de cena (por assim dizer) de Bob Jeff, suas pausas dramáticas, sua inflexão ameaçadora, sua ironia, enfim: sua desenvoltura nos palcos (digo, na câmara), tudo isso foi aprendido com a direção de Wilton Franco.
Um governo que quase se desmancha com o discurso de alguém que desenvolveu suas técnicas interpretativas com o mesmo homem que dirigiu Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não pode ser levado muito a sério…

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