Existe Jazz na Suécia???

Muitos estudiosos alegavam ser impossível o desenvolvimento do jazz na Suécia devido às especificidades do seu solo e da sua vegetação, além das características de sua arquitetura.

A tese é obviamente ridícula, e uma cantora de jazz sueca, com um nome absolutamente impronunciável – Rigmor Gustafsson – é minha prova de que a tese não tem a menor validade científica, além de ser minha dica de som para vocês.

O repertório não surpreende – ela já gravou álbuns interpretando Burt Bacharach e Michel Legrand (esse um dos melhores, moderno sem ser modernoso, com um frescor delicioso nas canções que Deus e todo mundo já gravou).

Rigmor interpreta com poucas notas – em compensação, só canta as certas.

Vai aí Rigmor cantando Alfie, do bom e velho Burt.

Ah, e sim, os muitos estudiosos mencionados no começo do texto não existem.

Eu que inventei a tese porque não tinha nenhuma abertura melhor para o texto.

Mas você acreditou, não? Geralmente, ninguém duvida de frases que começam com “Muitos estudiosos…”

Update Importante: O mais recente CD da cantora, “Alone With You”, é um saco.

4 Respostas para “Existe Jazz na Suécia???

  1. Quando eu era copy de internacional em jornais obscuros, eu usava “segundo os observadores internacionais” para colocar alguns cacos nas matérias. Enchi as notícias sobre o golpe do Chile com esse troço, imaginando frases emitidas por “fontes seguras”. O melhor era abrir aspas para as falas dos caras. Nunca deu problema, pois ninguém lia noticiário internacional de jornais obscuros. Essa carpintaria de convencimento é o que existe de melhor nos textos. Eu embarquei no teu “muitos estudiosos”. Felizmente, pois assim pude curtir a piada sobre a impossibilidade de jazz na Suécia.

    • Nei:
      Tem também aquele truque do Roberto Campos (Bob Fields para os desafetos): Abrir o texto com um provérbio chinês antigo que ele tinha acabado de inventar.
      A desculpa dele:
      Em um país com tanta gente, alguém deve ter dito aquilo em algum momento.
      Abração
      Renzo

  2. Você errou no comentário sobre a Rigmor, pois ela é uma excelente cantora. Especializada em canto nos EUA e Alemanha e tem uma variedade incrível na voz.
    Já fui a vários shows dela e realmente é uma artista digna do ingresso pago. Com uma agenda lotada e shows disputados nas bilheterias, Rigmor Gustafsson (para quem não sabe ler: Rig mur – Gustáf som) tem representado bem o jazz sueco, principalmente depois da morte da Monica Zetterlund.
    Seria bom demais se no Brasil tivéssemos 10% da qualidade do jazz sueco.
    Abraco!

    • Pedro:
      Errar, erro muito e sempre.
      Mas, aqui, estou elogiando a Rigmor Gustafsson – com exceção do álbum “Alone With You”.
      Onde está nossa discordância?
      Abraços

      Renzo

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