O Pior Texto Que Eu Já Li

A Folha de São Paulo de 24/02/2009 publicou o texto mais cafona (e também o mais engraçado. Em termos de humor, o  involuntário é sempre melhor) que eu já li em muitos anos. A pérola é assinada por Frei Betto – CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO – o frade dominicano que foi assessor especial (que porra faz um assessor especial?? Nós pagamos o salário dele??) do Lula entre 2003-2004.

Vão aí trechos do lírico “É Carnaval em mim”, com meus comentários inteiramente grátis. Aparentemente, Frei Betto pensa que jogar adjetivos sem nenhum sentido em cima de palavras é poético. Tudo bem, ele pensava que o Lula servia para presidente…

Se eu fosse você, parava de ler aqui.

NESTE CARNAVAL anseio por folias interiores (não sendo no meu interior, tudo bem), de maravilhas indescritíveis, de sinuosos alaridos (péraí: Alarido, segundo o dicionário, é gritaria. Sinuoso é cheio de curvas.Pode ser astucioso, mas aí faz menos sentido ainda. Estamos falando de gritaria em formato de curva? Eu que sou uma besta ou isso não quer dizer nada??), de magnificências a dispensar ruídos e palavras (Porra – e a gritaria em curva? Dispensa o ruído?). Quero toda a avenida regida por inequívoco silêncio (Silêncio só pode ser inequívoco. Se houver dúvida, é barulho) , o baile imponderável em gestos rituais (imponderável é aquilo que não se pode pesar ou calcular. Não vamos calcular o peso do baile nos gestos rituais? E que porra são os gestos rituais? Ritualístico é aquilo que se usa em celebrações litúrgicas. Os gestos formam um baile? Se sim, por que diabos são imponderáveis??), a euforia estampada em cada sorriso (Tá, isso eu entendi, é um clichê horroroso, mas dá para entender…).

Rasgarei a fantasia de minhas pretensões (perto de mim não, por favor) e, despido de hipocrisias (vai pra lá, como dizia o Silvio Santos), deixarei meu eu mais solidário desfilar alegre pelas recônditas passarelas de minha alma (recôndito é escondido. Sei não, mas passear pela passarela recôndita tá me cheirando a sacanagem).

Fecharei os ouvidos à estridência dos apitos e, mente alerta, escutarei o ressoar melódico do mais íntimo de mim mesmo.(Ok, quase que eu faço uma piada sobre flatulência debaixo do cobertor, mas consegui resistir. Vamos adiante, ok?)

Aplaudirei os sambistas com fogo nos pés ( ai, meu Deus…) e as mulatas eletrizadas pelo ritmo da batucada (olha o voto de castidade, hein. Não vai querer se abrigar nas passarelas recônditas das moças). Mas não me deixarei arrastar pelo bloco da concupiscência (isso é: desejos carnais. Ou seja, vai olhar as moças, mas sem paudurecência, é isso? Então pra que olhar as moças?). Inebriado pelo ritmo agônico da cuíca (agônico é agoniado. O ruído da cuíca é agônico? Que porra é isso?? Alguém já ouviu instrumento com som de agonia em escola de samba? E som de agonia deixa alguém inebriado? Só se for um sádico), serei o mais iconoclasta dos discípulos de Momo, recolhido ao vazio de minha própria imaginação (nem precisa falar. Já deu pra sentir o vazio da imaginação neste texto. Porra, frei, vai escrever mal assim na casa do caralho)

Neste Carnaval serei figurante na escola da irreverência e desfilarei pelas ruas meu incontido solipsismo (vida ou conjunto dos hábitos de um indivíduo solitário. Como a vida solitária pode ser incontida?? E como vai desfilar pela rua? Ele não estava nas passarelas da alma? Onde caralhos é esse desfile??), até cessar a bateria que faz dançarem os fantasmas que me povoam (se algum fantasma vier me povoar pelas costas eu cubro de porrada).

Envolto na desfantasia do real (quem?), atirarei confetes aos foliões (vai atirar confete na puta que te pariu) e perseguirei os voos das serpentinas para que impregnem de colorido as diatribes de meu ceticismo (tudo bem, mas quem acompanha vôo de serpentina geralmente cai de bunda no chão).

No estertor da madrugada, farei ébrias confidências à colombina (puta, papo de bêbado é chato pra caralho) e, arlequim apaixonado (e o voto de castidade, porra? Basta beber que esquece, né, frei…), ofertarei as pétalas que me recobrem o coração (o que, na ausência de um cirurgião, promete ser uma sujeira do caralho).

O texto continua, mas perdi a coragem de ir adiante…


O carnavalesco Clóvis Bornay veste a fantasia "Apogeu e Glória de Um Rei na Passarela Recôndita da Cuíca Agônica", inspirada no genial texto de Frei Betto

8 Respostas para “O Pior Texto Que Eu Já Li

  1. Pingback: O Pior Ator do Mundo? « Renzo Mora

  2. Pingback: Incorporando o Personagem 2 « Renzo Mora

  3. Esta análise bizarra de Renzo Mora é um dos piores textos que já li há ânus.

    cheio de inveja, equívocos. Não sei se é má vontade, burrice ou canalhice mesmo dizer que não entende metáforas.

    uma palhaçada!

  4. Pingback: Agora é Público: Renzo Mora é Burro (e Canalha) « Renzo Mora

  5. A PIOR CRÍTICA LITERÁRIA QUE JÁ LI

    Confesso que já li textos piores que o do frei Betto, mas nunca havia lido uma crítica tão mal feita, apelativa e ruim quanto a sua. Ainda bem que você não teve coragem de comentar o texto inteiro. Tenho absoluta certeza de que você pode fazer algo melhor e mais construtivo.

    Atenciosamente,
    José Marcos

      • RETIFICANDO

        Olá Renzo,

        Após ter lido alguns dos posts que você anexou em seu sítio eletrônico, percebi que fui injusto contigo e com os críticos literários. Preciso retificar o que escrevi, pois dizer que esta foi a “pior crítica literária que já li” não faz jus ao que você escreveu – você fez um “comentário irreverente”, não uma crítica literária. Afinal, qualquer crítico literário tem um mínimo de conhecimento para não confundir autor e narrador, para discernir figuras de linguagem e para ter o senso de perceber que um escritor como frei Betto, por duas vezes premiado com o Jabuti e profundo conhecedor da língua portuguesa, poderia estar utilizando as palavras em um sentido mais rebuscado do que o registrado como primeira acepção nos dicionários. Enfim, devo-lhe dizer que apreciei muito ler os seus posts sobre cinema e música, em especial aquele em que você comentava o encontro entre Jobim e Sinatra. Evidentemente, depois de ler o seu “comentário irreverente”, não esperava encontrar algo em seu post que eu pudesse apreciar. Parabéns. Apenas uma reflexão: não sei se você pretende se dedicar à carreira de escritor, como o frei Betto. Um blogue é como um cartão de visitas e, confesso que ao começar a visita por esse seu “comentário irreverente”, eu não poderia jamais supor que você pudesse escrever algo melhor do que isso. Tenho a sensação de que a sua mão esquerda detona o que sua mão direita faz. Você parece sabotar a si próprio. Enfim, posso estar enganado, e pode ser que o seu sonho seja mesmo escrever piadas (?) de duplo sentido, tão ao gosto dos programas televisivos. Em todo caso, muito sucesso.

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