O deputado Edmar Moreira (em seu castelo) encontra o Fantasma do pai de “HAMLET”

Edmar Moreira — Para onde me conduzes? Não darei mais um passo.
Fantasma — Ouve-me!
Edmar — Isso é o que desejo.
Fantasma — Já está perto o momento em que é forçoso que de novo me entregue às labaredas sulfúreas do tormento.
Edmar — Pobre espírito!
Fantasma — Não me lastimes; ouve com atenção a pergunta que passo a fazer-te.
Edmar — Fala, que estou obrigado a dar-te ouvidos.
Fantasma — Este é o Castelo de Elsinore, palácio real da Dinamarca?
Edmar – Não. Este é o meu castelo, em Carlos Alves, Minas Gerais.
Fantasma – Graças a Deus!!! Putaquepariu, que castelo cafona.
FIM


Lê aí se For Macho
Eric Rosenblum, escrevendo para o site da Playboy – com chamada na edição americana da revista – apontou os livros que todo homem deve ler.
Vão aí os 20 títulos eleitos pela revista.
William Shakespeare: Hamlet (escrito entre 1599 e 1601).
No Brasil, uma ótima tradução de Millôr Fernandes. Você pode também ler minha parceria com Bill, Hamlet e o Fantasma encontram Jason.

Ernest Hemingway: O Sol Também se Levanta (1926)

George Orwell: NA PIOR EM PARIS E LONDRES (1933)

Raymond Chandler: O Longo Adeus (1953)

Ralph Ellison: HOMEM INVISÍVEL (1952)

Franz Kafka: The Complete Stories (começo de 1900)
Frederick Exley: A Fan’s Notes (1968)
Hunter S. Thompson: Hell’s Angels (1966)

Norman Mailer: A Luta (1975)

Michael Herr: DESPACHOS DO FRONT (1977)

David Mamet: Glengarry Glen Ross (1984)
Joseph Campbell with Bill Moyers: PODER DO MITO, O (1988)

Miles Davis e Quincy Troupe: Miles: The Autobiography (1990)
Junot Díaz: AFOGADO (1996)

Denis Johnson: Jesus’ Son (1992)
Nicholson Baker: Fermata (1994)

Philip Roth: O TEATRO DE SABBATH (1995)

James Ellroy: Tablóide Americano (1995)

George Saunders: Pastoralia (2000)
Destes eu reforço a recomendação de Hamlet, claro, do Hell’s Angels, do Hunter Thompson, do genial James Ellroy (embora eu prefira MEUS LUGARES ESCUROS) e do meu favorito, Raymond Chandler.

Hamlet e o Fantasma encontram Jason

Na tradição de Abbott e Costello Encontram Frankenstein e Romeu & Julieta encontram Jason
Ato Único – Cena 1 – Interior do Castelo

HAMLET — Para onde me conduzes? Não darei mais um passo.
FANTASMA — Ouve-me!
HAMLET — Isso é o que desejo.
FANTASMA — Já está perto o momento em que é forçoso que de novo me entregue às labaredas sulfúreas do tormento.
HAMLET — Pobre espírito!
FANTASMA — Não me lastimes; ouve com atenção o segredo que passo a revelar-te.
HAMLET — Fala, que estou obrigado a dar-te ouvidos.
FANTASMA — Toma cuidado com um neguinho de máscara toda furadinha…
HAMLET — Como!?
Jason Entra
HAMLET: Ahhhh
FANTASMA — Porra, eu avisei.
FIM
Alexandre Frota inova em montagem de Hamlet

O Teatro Municipal de Carazinho do Sul teve casa lotada ontem na estreia da montagem de “Hamlet” estrelada por Alexandre Frota. O ator, que também assina a direção, disse que sua expectativa era conferir alguma contemporaneidade ao texto, acrescentando: “véio, não entendia porra nenhuma do que aquele americano escrevia”
Regininha Poltergeist faz Ofélia – e, estranhamente, o fantasma do pai de Hamlet. “O Alexandre achou que meu sobrenome tinha tudo a ver com o papel” justificou a louraça Belzebu.
Talvez a escolha mais polêmica de casting envolva colocar Sérginho Mallandro no papel de Cláudio, não apenas pela pequena diferença de idade entre ele e Frota, mas também pelo fato do intérprete incluir seu hit “Vem Fazer Glú Glú” ao final das falas. Gertrudes é vivida por Rita Cadilac e causa espécie ao rebolar freneticamente cada vez que Mallandro canta seu velho sucesso, colocando-se de costas para a platéia.
O cantor Ovelha faz Fortinbrás. Quando Alexandre,ao morrer na cena final, diz: “Porra, véio, fudeu, agora o resto é silêncio”, Ovelha diz: “Silêncio nada. Vamos cantar”.
Neste momento o elenco se levanta e canta em coro “Te amo, que mais posso dizer?”, canção de sucesso na voz do cantor, versão de “More Than I Can Say”. “O final anterior era muito baixo astral, meu” justificou o protagonista e diretor Frota.
O dançarino Lacraia tem participação inexpressiva como a caveira de Yorick, mas o diretor diz ser intencional: “Porra, meu, o cara tá morto. Ele é uma caveira, tá ligado?”
Chris Walken, Hamlet e Herman Monstro em Marte
Hamlet
Em 1982, (Christopher) Walken interpretou a tragédia de Shakespeare em Stratford, Connecticut. Era uma produção ruim, que o crítico do New York Times Mel Gussow chamou de “a coisa mais próxima de um travesti de Hamlet que eu já vi”. O curioso elenco reunia Fred Gwynne – o Herman Monstro da TV – como Cláudio e Anne Baxter (de “A Malvada – All About Eve”) como Gertrude.
Tanto a performance de Walken quanto a cenografia experimental foram ampla e severamente criticados. Até o protagonista renegou o projeto. A produção, contou Walken ao New York Times, “acontecia em Marte ou alguma coisa assim… o figurino era estranho, era tudo esquisito… era o que eles chamavam de uma produção conceitual. Eu não fiquei feliz com aquilo”
Transcrição integral do tópico Hamlet, extraído do livro “Christopher Walken A to Z: The Man-The Movies-The Legend”, escrito por Robert Schnakenberg. Na introdução, Walken comenta: “A grande vantagem que eu tenho é que se você está procurando por um cara tipo Chris Walken, você tem que contratar Chris Walken.”

